Comissão de Igualdade Racial

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Comissão de Igualdade Racial OAB - CIR/BARRA DA TIJUCA
Presidente: Dra Suely Beatriz Ferreira
Vice-Presidente: Dr José Agripino

Essa divisão entre  Mulheres é uma engrenagem violenta que afeta profundamente as mulheres negras, perpetuando o que cha...
14/09/2026

Essa divisão entre Mulheres é uma engrenagem violenta que afeta profundamente as mulheres negras, perpetuando o que chamamos de hipersexualização e solidão da mulher negra. Isso acontece até hoje porque as estruturas coloniais e escravocratas nunca foram totalmente desmontadas.

O racismo e o sexismo se fundem (interseccionalidade) para ditar o valor social das pessoas baseando-se na cor da pele e no gênero.

Aqui estão os principais motivos pelos quais essa mentalidade cruel ainda persiste:

1. Herança colonial e a "Mulata" hipersexualizadaObjetificação histórica: Durante a escravidão, o corpo da mulher negra era legalmente propriedade do colonizador, servindo ao trabalho forçado e ao abuso sexual.

Mito da passibilidade: Criou-se o estereótipo de que a mulher negra é hiperativa sexualmente, "feita para o prazer", uma imagem que foi romantizada e comercializada pelo próprio Estado brasileiro ao longo do século XX (como o mito da "mulata exportação").

2. A idealização da branquitude para o casamento

-Status social: Historicamente, o casamento formal sempre foi associado à transmissão de bens, herança e ascensão social. Dentro de uma sociedade ra***ta, a estética branca foi estabelecida como o padrão de pureza, fragilidade e "respeitabilidade".

-O "troféu": Para muitos homens (inclusive homens negros, devido ao racismo estrutural internalizado), casar-se com uma mulher branca opera como um símbolo de validação e sucesso social.

3. A Solidão da Mulher Negra

-Rejeição afetiva: Estatísticas do IBGE e estudos acadêmicos de psicologia apontam consistentemente que as mulheres negras são as que menos se casam e as que mais chefiam lares sozinhas.

-Desumanização: Ao serem colocadas apenas no lugar do desejo secreto e do fetiche, são privadas do direito ao afeto público, ao cuidado, ao respeito e à vulnerabilidade.

Por que ainda vemos isso nas redes sociais?A internet e as redes sociais funcionam como um espelho amplificado do que a sociedade pensa no privado. Postagens como a que você viu mostram que, embora haja avanços no debate sobre diversidade, o racismo recreativo e o machismo ainda encontram eco e validação em bolhas digitais, disfarçados de "preferência"

A Lei Eusébio de Queirós foi promulgada em 4 de setembro de 1850. Ela proibiu a entrada de africanos escravizados no Bra...
14/09/2026

A Lei Eusébio de Queirós foi promulgada em 4 de setembro de 1850. Ela proibiu a entrada de africanos escravizados no Brasil e acabou com o tráfico transatlântico de pessoas.

Importância para a População Negra na Época

-Fim da chegada de novos cativos: Impediu o desembarque de milhares de africanos que sofriam com a violência extrema do tráfico internacional.

-Início do fim da escravidão: Marcou o primeiro grande passo legal rumo à abolição total, que viria 38 anos depois, em 1888.

-Aumento da exploração interna: Sem novos navios da África, os senhores de escravos intensificaram o tráfico interno entre as províncias brasileiras (do Nordeste para o Sudeste cafeteiro), separando ainda mais as famílias.

- Manutenção do cativeiro: A lei não libertou quem já era escravizado. A escravidão continuou forte e legal por quase quatro décadas após a sua aprovação.

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Dra. Margarida Fernandes Lopes Morais D'Autilio, reconhecida como a primeira afro-brasileira a se formar em Medicina e C...
14/09/2026

Dra. Margarida Fernandes Lopes Morais D'Autilio, reconhecida como a primeira afro-brasileira a se formar em Medicina e Cirurgia na Itália, além de possuir doutorado em Ciências Médico-Cirúrgicas Aplicadas com foco em Cirurgia Plástica Regenerativa.

Vive em Roma há mais de duas décadas, onde atua em atendimento clínico, pesquisa científica, medicina estética e docência.

Para ela, "ser a primeira só tem sentido se outras não precisarem ser exceção", enxergando sua posição como um farol para que mais mulheres negras ocupem espaços na ciência e na medicina internacional.

Durante sua formação, ela relatou a ausência de registros de outras trajetórias semelhantes de afro-brasileiras na Itália, o que deu dimensão histórica à sua conquista.

A médica defende iniciativas e abordagens na área de saúde e estética que valorizem a diversidade, combatam preconceitos estruturais e ampliem o horizonte de jovens negras na ciência.

Fonte: mundo negro

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A ideia de que mulheres posicionadas não rivalizam, elas se apoiam reflete o conceito de sororidade 🤝. Esse termo define...
13/09/2026

A ideia de que mulheres posicionadas não rivalizam, elas se apoiam reflete o conceito de sororidade 🤝. Esse termo define a união, a empatia e a solidariedade entre as mulheres, desconstruindo a falsa ideia de que elas precisam competir o tempo todo entre si.🌟

Por que o apoio mútuo transforma?

-Fortalecimento coletivo: Quando uma mulher apoia a outra, todas crescem. O sucesso de uma abre caminhos para as próximas.

-Quebra de estereótipos: A sociedade historicamente estimulou a rivalidade feminina (seja por aparência, relacionamentos ou espaço no mercado). Mulheres seguras rompem esse ciclo.

-Segurança e confiança: Uma mulher bem posicionada e consciente do seu valor não enxerga o brilho da outra como uma ameaça, mas sim como uma inspiração.

-Ambientes mais saudáveis: Seja no trabalho ou na vida pessoal, a colaboração substitui a comparação destrutiva.

Frases e movimentos como esse reforçam que o topo não tem um limite de vagas para mulheres; há espaço para que todas cresçam juntas.

TMJ

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Essa afirmação reflete o conceito de decolonialidade, uma corrente de pensamento crítico que argumenta que, embora o col...
12/09/2026

Essa afirmação reflete o conceito de decolonialidade, uma corrente de pensamento crítico que argumenta que, embora o colonialismo histórico (a ocupação física e política de um território) tenha chegado ao fim na maioria dos países, a colonialidade permanece viva.

O "padrão único" mencionado refere-se à eurocentridade — a imposição dos valores, da cultura, da economia, da ciência e dos modos de vida ocidentais como os únicos válidos, universais e "civilizados". Quando o pensamento colonial dita as regras, tudo o que foge desse padrão é frequentemente marginalizado ou visto como "atrasado".

Essa padronização da vida se manifesta de várias formas no mundo contemporâneo:

-Eurocentrismo cultural: A ideia de que a arte, a literatura e o conhecimento produzidos no Norte Global são superiores ou os únicos que determinam o "saber universal".

-Modelo de desenvolvimento único: A pressão global para que todas as sociedades adotem o mesmo modelo econômico e de consumo, muitas vezes ignorando os limites ecológicos e as realidades locais.

-Apagamento de saberes: A desvalorização dos conhecimentos tradicionais, indígenas e afro-diaspóricos, processo que o sociólogo Boaventura de Sousa Santos chama de epistemicídio.

- A busca pela pluralidade
Contrapor-se a essa ideia de "forma única de viver" é o objetivo central dos estudos decoloniais. Autores como Aníbal Quijano, Walter Mignolo e Catherine Walsh defendem que o mundo não deve ser "universal" (uma única métrica para todos), mas sim pluriversal.

O pluriverso é a coexistência de múltiplos modos de vida, de organização social e de formas de se relacionar com a natureza (como o conceito andino do Buen Vivir ou o Bem Viver), onde diferentes culturas têm o direito de existir e prosperar em seus próprios termos, sem precisar se adequar a um molde estrangeiro.

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Nenhuma conquista é fruto do acaso, mas sim o resultado direto de esforço, dedicação e trabalho duro. Pilares do Sucesso...
12/09/2026

Nenhuma conquista é fruto do acaso, mas sim o resultado direto de esforço, dedicação e trabalho duro.

Pilares do Sucesso

- Dedicação: O tempo e a energia investidos em um objetivo fazem a diferença.

-Disciplina: A constância diária mantém o foco mesmo sem motivação.

-Persistência: Continuar a tentar apesar dos erros e dos obstáculos.

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12/09/2026

Milton Santos argumentava que o Brasil nunca teve uma cidadania plena porque a sociedade se baseia na desigualdade e na exclusão dos mais vulneráveis.

Segundo o célebre geógrafo, os pobres no Brasil não possuem direitos garantidos na prática, mas apenas uma condição de sobrevivência marginalizada.

Ele afirmava que a classe média brasileira historicamente prefere lutar por privilégios — como recursos, status e vantagens corporativas — em vez de defender direitos universais para toda a população.

Para o autor, o conceito de cidadania exige que o indivíduo seja forte o bastante para se equiparar e até afrontar o Estado com base na lei, o que não ocorre para a maioria da população excluída do acesso básico à dignidade e privilégios zero.

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Quando uma mulher preta se reconhece linda e competente, isso não é soberba, é o resultado de uma longa e dura travessia...
12/09/2026

Quando uma mulher preta se reconhece linda e competente, isso não é soberba, é o resultado de uma longa e dura travessia para construir autoaceitação e amor-próprio em uma sociedade estruturada sobre padrões eurocêntricos.

Afirmar a própria beleza e valor em um mundo que historicamente tentou apagar, invalidar ou inferiorizar as características da população negra constitui um ato de cura e revolução.

A autoestima não surge espontaneamente; ela é edificada passo a passo contra os impactos profundos do racismo na autopercepção.

O reconhecimento do próprio valor reflete dignidade, pertencimento e liberdade, e não arrogância.

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A história do Brasil é marcada por um forte racismo e exclusão social.O Brasil foi o último país das Américas a abolir a...
12/09/2026

A história do Brasil é marcada por um forte racismo e exclusão social.

O Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão em 1888.Durante o período colonial e imperial, o Estado sustentou a escravidão e tratou o negro como propriedade.Após a abolição, o governo não ofereceu terras, moradia, trabalho ou educação para a população negra no Brasil.

No início da República, o Estado promoveu ideias de branqueamento da população e imigração europeia.Durante a ditadura militar (1964–1985), o governo negava o racismo, proibia debates sobre o tema e reprimia organizações negras.

O Brasil teve um presidente com origem afrodescendente, Nilo Peçanha, que governou o país entre 1909 e 1910. A partir dos anos 2000, governos criaram políticas públicas voltadas para a igualdade racial e a reparação histórica.

Exemplos disso são a criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial em 2003 e a sanção da Lei de Cotas nos concursos federais em 2014. Essas mudanças ocorreram principalmente devido à pressão e à luta constante dos movimentos sociais negros.

Mas ainda falta muito e mais empenho à causa.

Avante!

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11/09/2026

A percepção verdadeira de que a população negra frequentemente recebe o pior tratamento em diversas esferas da sociedade é fundamentada no conceito de racismo estrutural.

O racismo estrutural ocorre quando o preconceito e a discriminação de raça são integrados à organização econômica, política e cultural de uma sociedade.

Isso faz com que as desvantagens para grupos historicamente marginalizados se perpetuem de forma automática, mesmo sem a necessidade de uma intenção consciente de discriminar por parte de cada indivíduo.

Principais fatores:

1. Legado Histórico e Desigualdade Social

O processo de abolição da escravidão em países como o Brasil ocorreu sem políticas públicas de inclusão, moradia, trabalho digno ou educação para a população liberta. Esse ponto de partida desigual empurrou a maior parte da população negra para a marginalidade socioeconômica. Com o passar das gerações, a falta de acumulação de riqueza e de oportunidades de ascensão consolidou essa população nas faixas de menor renda.

2. Viés Inconsciente: O viés inconsciente é um mecanismo psicológico em que o cérebro recorre a estereótipos enraizados na cultura para tomar decisões rápidas. Na prática, isso faz com que a sociedade associe, mesmo que de forma não verbalizada, pessoas negras a situações de perigo, menor competência ou submissão. Esse viés reflete diretamente no tratamento diferenciado em várias áreas:Mercado de Trabalho: Menores salários para funções equivalentes e barreiras invisíveis para cargos de liderança.Segurança Pública: Maior probabilidade de abordagens policiais violentas devido à suspeição generalizada baseada na cor da pele.Atendimento ao Cliente: Vigilância excessiva em comércios ou negligência no atendimento de serviços
3. Racismo Institucional - As próprias instituições (empresas, hospitais, escolas, órgãos públicos) reproduzem essas assimetrias em suas rotinas. Na saúde, por exemplo, dados de saúde pública frequentemente apontam que mulheres negras recebem menos anestesia no parto devido ao mito biológico infundado de que seriam "mais resistentes à dor", etc...

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Av Das Américas 3959/216
Rio De Janeiro, RJ

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