Leal & Zambarda Advogados

Como chegar

Leal & Zambarda Advogados Escritório de Advocacia especializado em Assessoria e Consultoria Jurídica, com foco na resoluçã

O falecimento de uma pessoa não apaga automaticamente as dívidas que ela deixou. Mas isso também não significa que os he...
29/09/2026

O falecimento de uma pessoa não apaga automaticamente as dívidas que ela deixou. Mas isso também não significa que os herdeiros terão de assumir essas obrigações com o próprio patrimônio.

A regra prevista no Código Civil é que a herança responde pelo pagamento das dívidas do falecido. Depois da partilha, cada herdeiro responde na proporção da parte que recebeu, sempre respeitando os limites da herança.

Por exemplo: se uma pessoa deixa R$ 200 mil em patrimônio e R$ 80 mil em dívidas, em regra, o passivo será considerado no processo de sucessão e deverá ser satisfeito dentro dos limites do patrimônio deixado.

O herdeiro não é obrigado a utilizar recursos que já pertenciam a ele antes da sucessão para quitar uma dívida que ultrapasse o valor da herança. O Código Civil estabelece expressamente que o herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança.

Por isso, o inventário possui uma função importante: identificar o patrimônio, as dívidas e os demais direitos e obrigações que integram a sucessão, permitindo que o passivo seja considerado antes da divisão dos bens. O CPC também prevê a possibilidade de os credores do espólio requererem o pagamento de dívidas vencidas e exigíveis no próprio processo de inventário.

Isso não significa, porém, que toda obrigação desapareça com a morte ou que toda situação seja resolvida da mesma maneira. É necessário verificar a natureza da dívida, o patrimônio deixado e as circunstâncias específicas da sucessão.

A herança pode responder pelas dívidas. O patrimônio particular dos herdeiros, em regra, não deve ser confundido com o patrimônio deixado pelo falecido.

Por isso, quando existem dívidas no momento da abertura da sucessão, é importante que elas sejam corretamente identificadas e consideradas durante o inventário.

Você sabia que estar muito endividado não significa, necessariamente, estar sem saída?A Lei do Superendividamento criou ...
23/09/2026

Você sabia que estar muito endividado não significa, necessariamente, estar sem saída?

A Lei do Superendividamento criou mecanismos específicos para situações em que o consumidor, mesmo agindo de boa-fé, não consegue pagar suas dívidas sem comprometer o mínimo necessário para sua subsistência.

Mas existe uma diferença importante entre estar endividado e estar juridicamente em uma situação de superendividamento.
A legislação considera a impossibilidade manifesta de pagar a totalidade das dívidas de consumo, vencidas e a vencer, sem comprometer o mínimo existencial. Por isso, é necessário analisar não apenas o valor das dívidas, mas também a renda, as despesas e as características dos contratos envolvidos.

Nessas situações, a lei permite a busca pela repactuação das dívidas, inclusive por meio de um procedimento que reúne os credores para uma tentativa de conciliação e elaboração de um plano de pagamento. Se não houver acordo com todos, ainda existem mecanismos judiciais previstos para tratar das dívidas remanescentes.

Isso não significa que as dívidas simplesmente deixam de existir. O objetivo é possibilitar uma reorganização dos pagamentos dentro dos limites previstos em lei, preservando o mínimo existencial do consumidor.

Se as suas dívidas estão comprometendo despesas essenciais e você não consegue mais encontrar uma forma viável de reorganizar os pagamentos, busque orientação jurídica para avaliar se a situação se enquadra nas hipóteses previstas pela Lei do Superendividamento!

“Foi combinado de boca. Então não vale?” Não é bem assim.Em regra, o Direito Civil adota a liberdade de formas, o que si...
18/09/2026

“Foi combinado de boca. Então não vale?” Não é bem assim.

Em regra, o Direito Civil adota a liberdade de formas, o que significa que um contrato não precisa necessariamente estar escrito para produzir efeitos jurídicos. Existem, porém, situações em que a própria legislação exige uma forma específica para que o negócio seja válido.

Além disso, mesmo quando o acordo verbal é juridicamente possível, existe uma questão prática importante: a prova do que foi combinado.

Quando surge um conflito, pode ser necessário demonstrar a existência do acordo, suas condições, os valores envolvidos, os prazos estabelecidos e as obrigações assumidas por cada parte. Dependendo da situação, mensagens, comprovantes de pagamento, documentos, testemunhas e outros elementos podem contribuir para essa comprovação.

Por isso, o problema de um contrato verbal nem sempre está na sua validade, mas na dificuldade de demonstrar exatamente quais foram os termos acordados.

E há situações em que a formalização não é apenas recomendável, mas uma exigência legal. Um exemplo é a transferência de direitos reais sobre imóveis acima do limite previsto no Código Civil, que exige escritura pública. Em casos assim, um simples acordo verbal não é suficiente para produzir a validade jurídica pretendida.

Na prática, colocar o acordo por escrito permite registrar com maior clareza direitos, deveres, prazos, valores e condições, reduzindo o espaço para interpretações diferentes no futuro.

Um contrato bem formalizado não serve apenas para prevenir conflitos: ele também facilita a comprovação do que foi efetivamente acordado.

Essa é uma dúvida comum, mas a resposta depende de uma distinção importante.A legislação estabelece os direitos de cada ...
15/09/2026

Essa é uma dúvida comum, mas a resposta depende de uma distinção importante.

A legislação estabelece os direitos de cada herdeiro e, na partilha, determina que se busque a maior igualdade possível quanto ao valor, à natureza e à qualidade dos bens. Isso, porém, não significa que a divisão precise ser matematicamente idêntica em todas as situações.

Em uma partilha amigável, herdeiros maiores e capazes podem chegar a um acordo sobre a distribuição dos bens. Nesses casos, pode haver uma divisão desigual dos quinhões, desde que sejam respeitados os requisitos legais e exista manifestação livre e válida de vontade.

Esse entendimento foi reforçado pelo Superior Tribunal de Justiça em 2026. No julgamento, foi reconhecido que é possível realizar partilha amigável com quinhões desiguais quando houver consenso entre herdeiros maiores e capazes e prévia cessão de direitos hereditários.

Isso não significa, entretanto, que um herdeiro possa simplesmente abrir mão de parte da herança de qualquer maneira. A cessão de direitos hereditários, a renúncia e a doação são institutos diferentes e possuem requisitos próprios.

Por isso, quando existe acordo entre os herdeiros, é importante analisar não apenas qual é o quinhão de cada um, mas também como a divisão será formalizada e quais efeitos jurídicos e tributários podem decorrer dela. O próprio STJ destacou que eventual tributação decorrente de cessão gratuita deve ser analisada pelo fisco.

Cada inventário possui características próprias. Conhecer as possibilidades previstas em lei é fundamental para que a partilha seja realizada de forma válida e segura.

O reajuste do aluguel é uma dúvida comum entre locadores e locatários, principalmente em períodos de instabilidade econô...
31/08/2026

O reajuste do aluguel é uma dúvida comum entre locadores e locatários, principalmente em períodos de instabilidade econômica.

Em regra, o índice de reajuste é definido no contrato de locação, sendo comum a utilização do IGP-M ou do IPCA. Por isso, o locador não pode alterar esse índice de forma unilateral nem aplicar reajustes diferentes dos previstos contratualmente.

Caso o índice estabelecido deixe de refletir a realidade econômica das partes, é possível buscar uma negociação para alterar a forma de reajuste. Não havendo acordo, a legislação prevê, em determinadas situações, a possibilidade de revisão judicial do valor do aluguel.

Vale lembrar que reajuste e revisão do aluguel são situações distintas, cada uma com requisitos específicos previstos em lei.

Cada contrato possui características próprias. Por isso, em caso de dúvidas sobre a aplicação do reajuste, a revisão do valor do aluguel ou os direitos e deveres das partes, é recomendável buscar orientação jurídica para avaliar a situação de forma adequada.

Receber uma notificação extrajudicial costuma gerar dúvidas e preocupação. Afinal, ela obriga alguém a tomar alguma prov...
17/08/2026

Receber uma notificação extrajudicial costuma gerar dúvidas e preocupação. Afinal, ela obriga alguém a tomar alguma providência?

A resposta é: depende.

A notificação extrajudicial não possui, por si só, o mesmo efeito de uma decisão judicial. Em regra, ela serve para comunicar um fato, formalizar uma cobrança, solicitar o cumprimento de uma obrigação ou registrar uma tentativa de solução antes do ajuizamento de uma ação.

Isso significa que, embora nem sempre exista uma obrigação legal de responder, ignorar a notificação pode não ser a melhor decisão. Em determinadas situações, o silêncio pode influenciar o andamento do conflito ou até mesmo ser considerado como um indicativo de desinteresse na resolução da questão.

Cada caso deve ser analisado de acordo com seu conteúdo, o prazo estabelecido e os direitos envolvidos. Por isso, antes de responder — ou optar por não responder — é importante compreender os efeitos jurídicos daquela comunicação.

Busque orientação jurídica!

A advocacia é uma profissão construída pela responsabilidade de orientar, defender direitos e contribuir para a construç...
11/08/2026

A advocacia é uma profissão construída pela responsabilidade de orientar, defender direitos e contribuir para a construção de soluções jurídicas pautadas pela ética e pelo conhecimento.

Mais do que atuar em processos, o advogado está presente em momentos decisivos da vida de pessoas e empresas, oferecendo segurança jurídica, prevenindo conflitos e auxiliando na tomada de decisões importantes.

É uma atuação que exige constante atualização, comprometimento e respeito aos princípios que norteiam o exercício do Direito, sempre considerando as particularidades de cada história e de cada demanda.

Neste Dia do Advogado, o Leal & Zambarda Advogados presta sua homenagem a todos os profissionais da advocacia, especialmente aos que integram nossa equipe e constroem diariamente a história do escritório com ética, dedicação e responsabilidade!

Muitas empresas recorrem ao advogado apenas quando um problema já está instalado. No entanto, a atuação jurídica pode — ...
27/07/2026

Muitas empresas recorrem ao advogado apenas quando um problema já está instalado. No entanto, a atuação jurídica pode — e deve — começar muito antes disso.

A assessoria jurídica empresarial tem um papel preventivo: acompanha decisões importantes, analisa contratos, orienta negociações, auxilia em questões societárias, trabalhistas, tributárias e contribui para reduzir riscos que podem gerar prejuízos no futuro.

É importante lembrar que contador e advogado exercem funções diferentes e complementares. Enquanto a contabilidade cuida da gestão contábil, fiscal e financeira da empresa, a assessoria jurídica oferece suporte nas questões legais que fazem parte da rotina do negócio.

Mais do que atuar diante de conflitos, a assessoria jurídica contribui para que empresas tomem decisões com mais segurança e previsibilidade ao longo da sua trajetória.

Afinal, prevenir riscos é uma das formas mais eficazes de proteger o futuro de um negócio.

Endereço

Rua Doutor João Pessoa, 403, São João
Rio Pardo, RS
96640-000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 18:00
Terça-feira 08:00 - 18:00
Quarta-feira 08:00 - 18:00
Quinta-feira 08:00 - 18:00
Sexta-feira 08:00 - 18:00

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviaremos um e-mail para você quando Leal & Zambarda Advogados publicar novidades e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado para nenhum outro fim, e você pode cancelar a inscrição a qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar