12/03/2020
Você telefona para o seu médico e "faz apenas uma perguntinha"?
Você vai ao borracheiro e pede para ele "fazer o favor" de trocar seu pneu, de graça, pois está pedindo um favor ?
Você vai ao seu terapeuta, e só porque ele não fala muito, a maioria das vezes só você fala, você não paga pelo atendimento?
Se você "encomenda" um trabalho espiritual, desses conhecidos como "macumba ou amarração" até o responsável ou o charlatão te cobra por isso, não é mesmo?
Então, o advogado, para exercer a advocacia e poder dar uma excelente consultoria ao seus clientes, precisou estudar, passar em um vesibular, fazer uma faculdade de no mínimo 5 anos, concluir sua graduação e, após tudo isso, precisou fazer um exame, chamado "EXAME DA ORDEM", exame este, responsável por peneirar e selecionar os bacharéis que são aptos a prestarem uma consultoria aos cidadãos, sim, isso mesmo, a consultoria que muitas vezes são confundidas com "consultinha", "opiniaozinha", "palavrinha" e até mesmo redigir um instrumento jurídico que muitas vezes são comparados a "um papelzinho". Lembrando que se você for procurar por esse "papelzinho" numa papelaria, você vai precisar pagar!
Quer uma "palavrinha", "opiniaozinha" ou "bater um papinho" com um advogado, convide-o para um happy hour, para uma chopada ou um churrasco e, lá falem apenas de futebol, filmes, política, mulheres, etc...
Respeite a profissão do advogado! Se quer algo relacionado à profissão, antes de fazer sua "perguntinha", indague a ele o valor dos honorários para esclarecer uma questão e dar uma orientação profissional.
Ah, e lembre-se, a resposta dele pode ser apenas um "sim" ou um "não", mas um ou outro pode valer MUITO, e se era pra ser o sim ao invés do não ou vice e versa, o prejuízo pode ser MUITO GRANDE. O advogado investiu muito para poder responder esse sim ou esse não, se você não quiser pagar o que vale para obter de um advogado um parecer técnico e responsável, ainda que seja um sim ou um não, é simples, pergunte a opinião a outra pessoa e não a um advogado. Mas se der problema e precisar resolver judicialmente, lembre-se que a escolha foi sua, e a opinião que te "deram" foi consequência da sua atitude, a pessoa que lhe prestou uma opinião não será responsável por reparar o dano sofrido.
Respeite o advogado! Um "sim" ou um "não" dele, é o mesmo que a prescrição de um medicamento por um médico.
LEONARDO R. BORGES
12.03.2020