16/02/2026
Em 2025, dados baseados em estudos do IBGE mostram que o Brasil tem mais de 11 milhões de mães solo.
São mulheres que criam seus filhos sem a presença de um parceiro, assumindo praticamente todas as responsabilidades do dia a dia.
Essa realidade significa uma rotina pesada: trabalhar, cuidar da casa, educar, dar atenção, acolher e ainda lidar com o cansaço emocional.
Muitas fazem tudo isso sozinhas, sem rede de apoio e sob constante pressão.
Mesmo quando existe pensão alimentícia, o valor muitas vezes é insuficiente para cobrir os custos de um filho.
Alimentação, escola, saúde, roupas e lazer exigem muito mais do que normalmente se imagina.
E há também a cobrança social: é comum perguntarem às mães em momentos de lazer “onde está seu filho?”. Já os homens raramente passam por esse tipo de questionamento.
Uma diferença que revela o peso desigual da responsabilidade parental.
Essa diferença de cobrança e expectativas é reflexo do patriarcado e do machismo estrutural, que ainda colocam sobre as mulheres o peso quase exclusivo da responsabilidade pelos filhos.
Enquanto o cuidado materno é visto como obrigação, a participação paterna muitas vezes é tratada como ajuda.
Falar sobre isso, ainda que em formado de trend com humor, é essencial para promover mais consciência, equilíbrio e justiça nas relações familiares.
*obs: Fotos ilustradas obtidas por meio de IA