14/09/2026
A gente vive como se tivesse tempo de sobra. Adia conversa, adia abraço, adia o telefonema que leva três minutos. E a verdade é simples e dura: ninguém sabe se acorda amanhã.
A vida é um sopro. Passa rápido demais para ser gasta com orgulho, com briga boba, com gente que só aparece quando o sol está brilhando.
Por isso é preciso viver com intensidade. Amar os nossos enquanto eles estão aqui, ao alcance da mão, e não depois, falando bonito para quem já não escuta.
E é preciso entender uma coisa: algumas felicidades são voláteis. Alguns prazeres também. Duram o tempo de um estouro e somem, e a gente f**a com a mão vazia se construiu a vida em cima deles.
O que vale mesmo é quem esteve com a gente nas trincheiras. Porque ser bom no bom é fácil. Todo mundo sabe rir junto, brindar junto, dividir a foto da festa. Difícil é ser bom no ruim. Difícil é aparecer no hospital, na conta que não fecha, no dia em que a gente não tem nada a oferecer além do próprio cansaço.
Essas pessoas são poucas. E são tudo.
A vida passa, e o que f**a é o agora. Não o que você pretendia fazer, não o que você ia dizer na semana que vem. F**a o que você fez hoje, com quem você amou hoje.
Você já parou para pensar no que f**aria de você se partisse hoje?
Não os bens. Não o cargo. A falta que você faria, e em quem.