31/05/2025
Hoje foi um dia triste.
Hoje nos despedimos de Dona Severina, uma mulher que, ao longo de seus 99 anos, escreveu uma história marcada por sabedoria, lucidez e um amor imenso pela vida.
Dona Severina não era apenas uma senhora de quase um século de existência — era uma verdadeira enciclopédia viva, uma fonte de conselhos serenos, de risos discretos e verdades ditas com delicadeza. Sua presença era daquelas que impunham respeito, mas também acolhiam com ternura.
Ela soube viver com consciência, ciente do tempo que lhe era dado. E mesmo com essa consciência tão clara da finitude, nunca deixou de celebrar o presente, de encontrar beleza nas pequenas coisas e de ensinar, com seu jeito único, o valor de cada instante.
Hoje, o céu recebe uma alma leve e serena. Nós, aqui, sentimos a dor da ausência, mas também a gratidão imensa por termos tido o privilégio de partilhar da sua vida. Dona Severina partiu como viveu: com dignidade, lucidez e paz.
Sua memória será eterna nos corações que ela tocou. Descanse em paz, Dona Severina. Obrigado por tudo.