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Prisão Ilegal no RS: Mulher F**a 8 Dias a Mais na Cadeia Apesar de Ordem de SolturaNos últimos dias, um grave episódio o...
20/10/2025

Prisão Ilegal no RS: Mulher F**a 8 Dias a Mais na Cadeia Apesar de Ordem de Soltura

Nos últimos dias, um grave episódio ocorrido no Rio Grande do Sul trouxe à tona falhas estruturais do sistema penal brasileiro. Uma mulher de 43 anos permaneceu oito dias presa indevidamente, mesmo após decisão judicial que determinava sua soltura imediata.

Segundo as informações divulgadas pela imprensa, a mulher foi detida em Júlio de Castilhos sob suspeita de tráfico de dr**as, em razão de um pacote interceptado nos Correios. No entanto, pouco tempo depois, seu filho de 20 anos apresentou-se espontaneamente, assumindo a responsabilidade pelo entorpecente e afirmando que a mãe desconhecia o conteúdo da encomenda.

Ainda assim, a custódia foi mantida. Apenas dias depois, diante da constatação de que a acusada é mãe de uma criança de apenas um ano de idade, em fase de amamentação, o Tribunal de Justiça concedeu a liberdade provisória. A ordem judicial, entretanto, não foi cumprida de imediato. Por falhas administrativas no sistema penitenciário, a mulher seguiu atrás das grades por mais oito dias.

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A Violação de Garantias Fundamentais

O caso configura uma prisão ilegal. O artigo 5º da Constituição Federal assegura que ninguém será mantido preso quando a lei admitir liberdade provisória. A manutenção de custódia após ordem de soltura, por mero descuido burocrático, afronta diretamente a dignidade da pessoa humana e o devido processo legal.

Não se trata de um erro trivial: a mulher foi privada do convívio com o filho lactente, experimentou constrangimento público e danos psíquicos irreversíveis. A situação ilustra como a deficiência administrativa pode ter consequências gravíssimas quando se trata de direitos fundamentais.

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Responsabilidade do Estado

A Constituição (art. 37, §6º) prevê a responsabilidade objetiva do Estado pelos danos causados por seus agentes. Logo, cabe à vítima pleitear indenização por danos morais e materiais, sem prejuízo de eventual apuração de responsabilidade administrativa ou funcional dos servidores que retardaram a soltura.

A reparação não pode limitar-se à indenização financeira. A lógica restaurativa recomenda também medidas simbólicas, como pedido formal de desculpas, acompanhamento psicológico e revisão dos protocolos para garantir que tais falhas não voltem a ocorrer.

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O Que Este Caso Revela

A prisão indevida de oito dias não é um incidente isolado: revela um sistema prisional desorganizado, sobrecarregado e desumanizado. Enquanto decisões judiciais podem ser expedidas em minutos, sua execução ainda depende de fluxos burocráticos ultrapassados, muitas vezes manuais, sujeitos a falhas humanas.

É imperioso que o Poder Público invista em integração tecnológica entre Judiciário e administração penitenciária, com mecanismos automáticos de cumprimento de ordens de soltura e auditoria em tempo real. Nenhum cidadão pode ser mantido preso porque um ofício “ficou parado” ou não foi corretamente lançado no sistema.

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Conclusão

O episódio de Júlio de Castilhos deve servir como alerta institucional. O cárcere, em qualquer democracia, só pode ser legitimado quando encontra amparo legal e judicial. Qualquer dia de prisão além do necessário não é apenas um erro: é uma violação de direitos humanos.

Que este caso não seja apenas mais uma estatística, mas o ponto de partida para mudanças estruturais que assegurem a primazia da liberdade e da dignidade da pessoa humana.

Mulher foi presa ao receber entrega com dr**as pelo correio. Filho dela de 20 anos confessou que produto era para ele e que a mãe não sabia do conteúdo.

A matéria do G1 informa que o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para proibir a prática de revista íntima vex...
18/10/2024

A matéria do G1 informa que o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para proibir a prática de revista íntima vexatória em presídios. O julgamento ocorre no contexto da proteção dos direitos humanos e da dignidade das pessoas, especialmente visitantes e familiares de presos.

Ministros argumentaram que a revista íntima, que muitas vezes envolve a exposição de partes do corpo e procedimentos invasivos, é desnecessária e degradante. A proibição busca preservar a integridade física e psicológica dos visitantes e se alinha a princípios constitucionais, como o respeito à dignidade humana.

Apesar de medidas de segurança serem importantes, a decisão do STF incentiva o uso de alternativas tecnológicas, como scanners corporais e detectores de metal, para evitar abusos e garantir a segurança de forma menos invasiva.

Se precisar de mais detalhes ou de uma análise jurídica, fico à disposição.

Decisão da Corte terá repercussão geral, ou seja, o entendimento deverá ser aplicado em processos que discutem o tema nas demais instâncias judiciais. Até o momento, ministros analisavam o caso no plenário virtual.

Agente penitenciária em Guaíba já tinha sido condenada por tráfico de dr**as antes da nomeaçãoServidora é suspeita de fa...
06/09/2024

Agente penitenciária em Guaíba já tinha sido condenada por tráfico de dr**as antes da nomeação

Servidora é suspeita de facilitar a entrada de itens como entorpecentes e celulares em unidade prisional feminina da Região Metropolitana. Uma arma pessoal dela foi encontrada numa cena de crime em SC

Uma agente penitenciária de 29 anos, investigada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por suspeita de tráfico de dr**as e ingresso de materiais ilícitos na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba (PEFG), já havia sido condenada por tráfico antes da sua nomeação. A servidora foi alvo de operação do 2° Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Corregedoria-Geral da Susepe, na quinta-feira (5).

A agente foi aprovada em concurso em setembro de 2021. Um mês antes, em agosto, ela havia sido condenada em primeira instância pelo crime. Na época, o juiz definiu que ela cumprisse pena de cinco anos em regime semiaberto.
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Segundo a promotora de Justiça que coordena a investigação, Maristela Schneider, a defesa da agente recorreu da decisão na época e a aprovação no concurso ocorreu enquanto o recurso estava em análise.

A reportagem de Zero Hora solicitou informações à Susepe acerca do motivo pelo qual a nomeação da agente não foi indeferida, dado o histórico criminal na análise de vida pregressa. A entidade ainda não se manifestou. A servidora deve ser afastada do cargo nos próximos dias.

Conforme a promotora, a investigação atual apontou que a agente auxiliava na entrada de itens na penitenciária, como maconha, celulares, tablets e relógios eletrônicos. Em troca, ela recebia pagamentos de diversas formas a partir de duas detentas.

— As presas pagavam, por exemplo, conserto de veículo, tatuagens e outros itens que a investigada consumia. Eles eram pagos diretamente pelas detentas ou por familiares dessas presas. Eram emitidos também boletos de pagamento de uma escola de idiomas do qual a investigada é sócia, mas o dinheiro era revertido para ela — explica Maristela.

A escola de idiomas está localizada no município de Palmitos, no oeste de SC. Segundo a promotora, a outra sócia da escola é a companheira da investigada e gerencia o local.
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Mandados de busca foram cumpridos na quinta-feira em Canoas, na Região Metropolitana, onde reside a investigada, na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, na sede da escola em Palmitos (SC), além de locais de Porto Alegre e Frederico Westphalen, no norte do Estado, em residências de suspeitos de envolvimento no esquema.

Na ação, foram apreendidos um celular e uma pequena quantidade de maconha e dr**as sintéticas na casa da investigada. Outros celulares foram apreendidos nas casas de familiares das presas que são suspeitos de articular, organizar e efetuar os pagamentos. O material apreendido está sendo analisado.
Ministério Público/Gaeco / Divulgação
Gaeco apura também se a agente penitenciária tinha gastos acima da faixa salarial dela.Ministério Público/Gaeco / Divulgação

O processo iniciou há cerca de três semanas, quando denúncias motivaram uma revista geral na penitenciária de Guaíba. Na ocasião, a Corregedoria-Geral da Susepe apreendeu telefones e dr**as. A partir da análise desses itens, foram quebrados sigilos para apurar a participação da agente no esquema. Os resultados motivaram a operação deflagrada na quinta.

O Gaeco apura ainda ações da investigada que apontam sinais de gastos acima da sua faixa salarial. Por exemplo, em uma viagem de cruzeiro no início do ano com outra pessoa e a compra de passagem áerea e ingresso para um festival de música no Rio de Janeiro, além de estar procurando um veículo para comprar. A investigação aponta, neste momento, para crimes de tráfico de dr**as, corrupção ativa, prevaricação, favorecimento real e associação para o tráfico.

Além das denúncias sobre a penitenciária, o Ministério Público também recebeu informações da Polícia Civil de Santa Catarina. Conforme a promotora, uma arma pessoal da agente foi localizada em uma cena de crime após ter sido utilizada para a execução de um integrante de facção catarinense em Chapecó. A arma não tinha registro de furto ou roubo.

Servidora é suspeita de facilitar a entrada de itens como entorpecentes e celulares em unidade prisional feminina da Região Metropolitana. Uma arma pessoal dela foi encontrada numa cena de crime em SC

Penitenciária Estaduais de Charqueadas I e II
10/06/2024

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Como são a PEC 1 e 2, onde f**a, como são no interior. Tudo o que você precisa saber.

Indulto 2023
04/01/2024

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13/12/2023

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Caso Lami

Um ano e meio após o início das obras, foi inaugurada nesta segunda-feira a Penitenciária Estadual de Charqueadas II (PE...
29/11/2023

Um ano e meio após o início das obras, foi inaugurada nesta segunda-feira a Penitenciária Estadual de Charqueadas II (PEC II). A nova unidade do complexo prisional da região Carbonífera se impõe sobre as demais, seja pelos mais de 23 mil metros quadrados que ocupa ou pelo investimento de aproximadamente R$ 185 milhões, proveniente do programa Avançar, que possibilitou a construção de dois prédios, somando 1.650 vagas.

"A área que está dentro dos grandes muros dos presídios acaba aparecendo menos, mas tem uma papel fundamental na Segurança Pública", afirmou o governador Eduardo Leite. "Estamos promovendo uma remodelação dos presídios. Precisamos que os apenados estejam sem capacidade de operar o crime de dentro das prisões, ao mesmo tempo em que também temos que ter estruturas capazes de promover a ressocialização deles."
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De acordo com o superintendente dos Serviços Penitenciários, Mateus Schwartz, a ocupação do novo presídio deve começar partir de amanhã. Ele conta que 30 presos já foram realocados, desenvolvendo trabalhos como a limpeza e a organização do espaço. "Essa estrutura passou por análise e aprimoramento, ela é voltada para o trabalho e para educação. Temos aprimorado cada vez mais os nosso protocolos, visando o combate ao crime organizado", destacou.

O presidente do Sindicato da Polícia Penal do RS (Sindppen-RS), Saulo Felipe Basso Santos, reconhece a modernidade da construção, mas observa que há déficit de 5 mil servidores na Polícia Penal gaúcha. "Aplaudimos essa iniciativa, é uma cadeia diferenciada. Ocorre que essa não é a realidade do sistema prisional do estado. Há presídios que não têm mais do que três colegas de plantão. Queremos que o governo encaminha o PL da ampliação de vagas, isso vai abrir mais espaço para que os aprovados em concursos possam ser chamados. A proporção atual é de um agente penitenciário para cada cinco presos", alertou. o presidente do Sindppen.

PEC II receberá apenados da Cadeia Pública

Iniciada em julho do ano passado, a unidade se enquadra nos planos de readequação dos módulos da Cadeia Pública de Porto Alegre (CPPA). É para lá que devem ir os cerca de 700 apenados que ainda restam no antigo Presídio Central. A primeira equipe do estabelecimento vai contar com 136 agentes penitenciários, 11 agentes penitenciários administrativos e sete técnicos superiores.

Os dois prédios da PEC II possuem quatro galerias contendo 24 celas, com capacidade para receber até oito presos cada. Em cada um dos prédios há 186 vagas coletivas e duas para pessoas com deficiência, bem como sete espaços destinados a atividades laborais.

As construções também têm módulos de inclusão (nove vagas), de lavanderia e alojamento de serviços (44 vagas), de assistência à saúde e de cozinha, além de ala disciplinar (20 vagas).

Os espaços de vivência em cada unidade foram planejados para receber atividades como atendimento jurídico, idas ao pátio, encontros com visitantes e participação em cursos educacionais e oficinas de trabalho. Além disso, os estabelecimentos têm cozinha, lavanderia, um alojamento de serviços e módulos de inclusão e de assistência à saúde. Já os setores intermediário são destinados para administração, recepção e áreas para revista e espera de visitas.

As muralhas que cercam as edif**ações têm de mais de seis metros de altura, antepostas por cercas de arame com mais de três metros e meio de altura. Entre o vão desses dois espaço, os policiais penais farão a guarda, reforçada por guaritas de vigilância.

A segurança da penitenciária ainda envolve scanners, detectores de metais e equipamento de raio x. Telas foram colocadas nos pátios, que dificultam a entrada de materiais ilícitos por arremesso e a entrega de objetos feita por drones. As celas também não têm tomadas, impedindo que os presos carreguem celulares.

PEC II teve investimento de aproximadamente R$ 185 milhões

A Polícia Civil está investigando dois advogados suspeitos de falsif**ar decisões judiciais para beneficiar criminosos p...
30/05/2023

A Polícia Civil está investigando dois advogados suspeitos de falsif**ar decisões judiciais para beneficiar criminosos presos. A investigação da 2ª Delegacia de Combate à Corrupção descobriu que a dupla teria falsif**ado uma decisão judicial com o objetivo de transferir dois detentos entre presídios, um em Porto Alegre e outro em Cruz Alta.

Um dos advogados já tinha antecedentes policiais por ter utilizado um atestado médico falso na tentativa de transferir um cliente para prisão domiciliar durante a pandemia de Covid-19. Os crimes investigados incluem fraude de documento público e uso de documento falso, praticados em associação criminosa.

Na operação chamada "Falsum Indicium", a polícia cumpre mandados de busca e apreensão nos endereços ligados aos advogados suspeitos. Acredita-se que eles possam estar envolvidos em outros casos semelhantes, que serão investigados posteriormente.

No caso em questão, um dos advogados fez um pedido à Central de Transferência de Presos para a permuta entre os dois detentos, um dos quais seria membro de uma facção criminosa. O outro advogado enviou um e-mail com um despacho judicial falso autorizando a permuta. No entanto, antes da troca ser efetuada, a suposta irregularidade foi detectada pelas autoridades e a polícia foi acionada.

A polícia solicitou a suspensão do registro profissional dos dois advogados investigados à Justiça, e o pedido está aguardando análise. O delegado Augusto Zenon, responsável pela investigação, destaca que essa ação é uma resposta do sistema de segurança para impedir que comportamentos criminosos sejam utilizados em defesa de criminosos já condenados.

Investigação apurou uso de despacho forjado em tentativa de transferir criminosos entre presídios

Bloqueadores em charqueadas
15/12/2022

Bloqueadores em charqueadas

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo (SJSPS), deu início, nesta terça-feira (13), ao funcionamento de um sistema de bloqueadores de sinal na Penitenciária de Alta Seguran&ccedi...

21/06/2022

Novo Presídio Central de Porto Alegre deve começar a ser construído até julho
A expectativa é de que uma nova prisão em Charqueadas também seja erguida

Já ocorreram outros anúncios de demolição do Central, por governos anteriores, mas as tentativas foram frustradas

Historicamente marcado por problemas estruturais e superlotação, a Cadeia Pública de Porto Alegre, o antigo Presídio Central, pode estar perto de um recomeço. A previsão é de que entre o fim deste mês e a primeira quinzena de julho seja dado início à obra que pretende mudar a realidade na prisão. A nova Cadeia Pública será construída em paralelo com uma unidade prisional no Complexo de Charqueadas— num total de 3.512 vagas.

A transição do atual Presídio Central para a nova cadeia será realizada em duas etapas. Cada uma delas deve se estender por entre seis a oito meses, segundo a Secretaria de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo. Outra mudança na casa prisional, a transição da gestão da Brigada Militar para a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) deve se concretizar no começo da segunda etapa.

Esta não é a primeira vez que algum governo do Estado decide demolir o Central — todas as outras tentativas acabaram frustradas (leia mais abaixo). Atualmente, a cadeia acumula cerca de 3,4 mil presos em um espaço projetado para receber no máximo 1,8 mil. Os recursos que serão aplicados nesta obra também fazem parte da verba do programa Avançar, num total de R$ 260 milhões para as novas construções e a transição completa.

Até fim de novembro, metade dos presos em regime fechado no RS não deve mais ter acesso a celularesAté fim de novembro, metade dos presos em regime fechado no RS não deve mais ter acesso a celulares

As seis fases do planejamento passam pela desocupação de pavilhões, realocação de presos, construção de novos módulos e planos de reocupação. Somente a nova Cadeia Pública deverá ter 1,8 mil vagas. A unidade de Charqueadas, com 1,6 mil vagas, receberá os outros presos. A transição deve ser feita de forma gradual. Parte dos presos deve ser transferido. As galerias então serão demolidas, e assim que um módulo estiver concluído poderá ser ocupado.

A previsão é de que cada cela tenha capacidade para de seis a oito pessoas — no atual cenário, os detentos não permanecem dentro das celas no Central, pois passaram a ocupar os corredores, dada a superlotação. Ainda não há definição por parte do governo do Estado sobre instalação do sistema de bloqueadores de celulares e drones nas novas unidades prisionais.

Tentativas de demolição
Em 1995, o governador Antônio Britto anunciou a primeira tentativa de demolição do Presídio Central, logo após a fuga de 45 presos. Naquele período, a Brigada Militar assumiu o comando da casa prisional, o que deverá mudar com o novo plano.

Com foco em tecnologia e equipamentos, Estado lança plano de investimentos de R$ 280 milhões na segurança Com foco em tecnologia e equipamentos, Estado lança plano de investimentos de R$ 280 milhões na segurança
Governo do RS anuncia demolição do Presídio Central e construção de nova cadeia pública em Porto Alegre Governo do RS anuncia demolição do Presídio Central e construção de nova cadeia pública em Porto Alegre
Em 2007, no governo Yeda Crusius, a possível demolição do Central voltou ao debate. A governadora prometeu destruir a unidade, mas isso também não se concretizou. Pelo contrário, em 2008, foram inaugurados mais quatro pavilhões.

Em 2013, o governo de Tarso Genro anunciou a demolição da unidade e, um ano depois, chegou a dar início ao serviço. Às 10h de 14 de outubro de 2014, o então secretário da Segurança Pública, Airton Michels, deu a marretada simbólica na parede do pavilhão C da cadeia. A expectativa era de que a demolição tirasse a casa prisional do mapa carcerário gaúcho. Mas não se concretizou e somente aquele pavilhão foi demolido.

Em 2015, ao assumir o governo do Estado José Ivo Sartori não deu sequência à demolição da cadeia. No ano seguinte, houve o anúncio de que o Presídio Central não seria mais desativado.

Endereço

Jardim Carvalho
Porto Alegre, RS
91430-730

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