03/11/2020
Hoje eu sou só vergonha.
Vergonha como mulher, vergonha como cidadã, e, sobretudo, vergonha como Advogada, operadora do direito.
Vergonha de olhar nos olhos do meu filho, vergonha de encarar minhas sobrinhas, minha mãe, minhas amigas. Vergonha de encarar outras mulheres.
Vergonha de pertencer a uma sociedade tão repulsiva, e, principalmente, vergonha do “poder judiciário”, que é covarde, canalha e conivente com o que há de mais nefasto. Que sucumbe diante do poder dos ricos e poderosos em detrimento daqueles que batem às portas do judiciário em busca de justiça.
Que vergonha!
Vergonha de ter um pária como o “doutorzinho” Cláudio Gastão da Rosa Filho inscrito na ordem dos advogados do Brasil.
Vergonha de chamarmos de meritíssimo um pulha como esse juiz Rudson Marcos.
Vergonha pelo ministério público ter como representante um promotor como o desse caso.
A justiça falhou! A justiça se acovardou! A justiça sucumbiu!
Que agora não cochilem os órgãos de correição. Clamamos à corregedoria, ao CNJ, ao CNMP para que sejam apuradas as responsabilidades dos envolvidos.
A sociedade merece uma retratação.
Mari Ferri merece justiça. E todas nós, mulheres, merecemos respeito.
Não há mais espaço para tanta hipocrisia e para tanto disparate.
Precisamos dar um basta! A cultura do estupro tem que ser alijada da nossa sociedade.
Vamos sair às ruas, vamos protestar, gritar, berrar aos quatro ventos: chega de violência contra a mulher e chega de impunidade!!!
Precisamos nos unir e fazer alguma coisa. Não dá mais!!!
E se fosse a sua filha? A sua irmã?
E se fosse você?
Aconteceu como uma pode acontecer com todas!!!
Vivemos num país machista e que fecha os olhos para a cultura do estupro.
Precisamos nos unir!!!
Chega!!!