20/08/2026
🚨 SURDA, NEGRA E EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE: PRECISAMOS CONVERSAR SOBRE ISSO
Uma mulher negra e surda foi levada para a casa de um desembargador de Santa Catarina quando tinha apenas 9 anos de idade.
Ela perdeu o contato com sua família biológica e, segundo os relatos divulgados sobre o caso, passou muitos anos sem acesso adequado à Libras e à alfabetização.
Em 2023, ela foi resgatada de uma situação de exploração e vulnerabilidade. Depois, houve um processo de adoção e ela acabou retornando para a convivência daquela família.
⚠️ Por isso, precisamos ter cuidado ao dizer:
“Ela voltou porque quis.”
Será que ela teve acesso a todas as informações?
Será que conseguiu compreender todas as opções?
Será que teve comunicação em Libras?
Será que teve acompanhamento de pessoas independentes, que não faziam parte daquela família?
Uma pessoa surda precisa ter acesso à sua língua, à informação e à comunicação para poder tomar decisões de forma livre e consciente.
Ela cresceu naquela casa desde os 9 anos. Se aquela família se tornou sua única referência durante tantos anos, é necessário compreender também os vínculos construídos e a possível relação de dependência.
👉🏿 Precisamos perguntar se os direitos dela foram realmente garantidos.
👉🏿 Não devemos responsabilizá-la pela situação que viveu.
🤟🏿 Para a pessoa surda, acessibilidade não é apenas ter um intérprete. É ter Libras, informação clara, autonomia, segurança e condições reais para fazer suas próprias escolhas.
O Direito da pessoa surda precisa ser respeitado!
A vontade da pessoa surda precisa ser livre.
E seus direitos precisam ser garantidos.