01/09/2026
Em audiência na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Executivo pretende encaminhar, junto ao Congresso, uma proposta para aumentar o limite de faturamento do MEI. A ideia também prevê permitir a contratação de mais um funcionário pelos microempreendedores beneficiados.
No entanto, a proposta não inclui, por enquanto, as microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) enquadradas no Simples Nacional.
📌 Por que o governo não quer ampliar o reajuste?
Segundo a equipe econômica, atualizar todos os limites do Simples Nacional teria impacto nas contas públicas, exigindo maior cautela para evitar perdas de arrecadação.
📌 O que defendem os parlamentares?
Para deputados e entidades do setor, os limites atuais estão defasados e não acompanham a inflação. Na prática, muitas empresas deixam o Simples Nacional não porque cresceram de fato, mas porque os tetos de faturamento ficaram congelados por anos.
Hoje, os limites estão sem atualização há bastante tempo:
➡️ MEI: desde 2018.
➡️ ME e EPP: desde 2016.
📌 Quais são os novos valores defendidos pelas entidades?
A proposta apresentada pela CACB prevê:
✔️ MEI: de R$ 81 mil para R$ 144,9 mil por ano;
✔️ Microempresa: de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil;
✔️ Empresa de Pequeno Porte: de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões.
O objetivo é recompor as perdas provocadas pela inflação acumulada ao longo dos últimos anos e evitar que empresas sejam penalizadas apenas pela defasagem dos limites de faturamento.
⚠️ Até o momento, nenhuma mudança foi aprovada. As propostas seguem em discussão entre o governo e o Congresso.