18/02/2022
1.- Trata-se de um novo projeto, elaborado a partir da análise evolutiva de contratos de locação firmados em 4 capitais do Brasil, a saber São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.
2.- Segundo a FGV IBRE o índice está sendo tratado com uma base de 10 mil contratos de locação em curso no Brasil e a julgar pelo agradecimento expresso na nota metodológica da Fundação, grande parte deste conteúdo advém da empresa 5º. Andar. Aliás, a conclusão é razoavelmente lógica vez que a referida administradora atua com afinco nestas regiões.
3.- É um enorme risco e temeridade aos atores deste segmento uma imediata alteração do indexador que parametriza o mercado há mais de 30 anos, por uma métrica que representa uma amostra muito insipiente e localizada em poucas cidades no Brasil.
4.- Embora sejam capitais de alta densidade locatícia, a sua amostragem concentrada em uma única empresa ou poucas, pode representar nefastas distorções a médio e longo prazo.
5.- A demanda de 2021 foi extremamente forte e o crescimento das taxas de juros irá impulsionar ainda mais os negócios locatícios em 2022, desde que não faltem imóveis no mercado. (Fonte: https://www.migalhas.com.br/coluna/migalhas-edilicias/358313/breves-observacoes-sobre-o-ivar-fgv-ibre)
Utilizar ou não o novo índice nos contratos locatícios?
Compartilho do mesmo entendimento dos autores do texto.
Entendo que, no momento, ainda com incertezas acerca da nossa economia seria temerário a alteração nos contratos locatícios do IGPM/FGV , índice que ao longo dos anos manteve certa estabilidade, para um índice que ainda está em estudo ou ainda, alterar para o IPCA.
Mas então, o que fazer?
Negociar. Assim como fora efetivado durante os dois anos de pandemia, a negociação entre as partes Locador e Locatário, a fim de adequarem ao caso concreto um índice que reflita a realidade daquela relação locatícia foi e ainda é o melhor caminho.
Utilizar o bom senso, afinal o contrato de locação é um contrato que perdura no tempo, a relação negocial se mantém por mais de ano na maioria dos casos.