Mayra Araujo Advogada

Mayra Araujo Advogada Advogada Especialista em Direito Previdenciário.

21/08/2026

Um dos erros mais comuns é achar que o pedido do BPC depende apenas dos documentos pessoais.

Na prática, o INSS precisa entender muito mais do que a identidade de quem está fazendo o pedido.

Ele precisa conhecer a realidade daquela família.

Por isso, além de documentos como RG, CPF e comprovante de residência, é importante reunir tudo o que ajuda a demonstrar a situação de vulnerabilidade.

No caso da pessoa com deficiência, laudos, exames, receitas, relatórios médicos, escolares e de terapias ajudam a mostrar como a condição impacta o dia a dia.

Já comprovantes de gastos com medicamentos, fraldas, alimentação especial, transporte e tratamentos também podem ser relevantes para retratar a realidade da família.

Quanto mais consistente for a documentação, mais completa será a análise do benefício.

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19/08/2026

Quando se fala em salário-maternidade, muita gente pensa apenas na empregada com carteira assinada em empresas.

Mas a empregada doméstica também faz parte da Previdência Social e, quando preenche os requisitos, pode receber esse benefício.

Esse é um direito que ainda gera muitas dúvidas, principalmente porque a informação nem sempre chega de forma clara para essa categoria.

Outro detalhe importante é que o valor do benefício nem sempre é uma conta automática.

Dependendo da forma como a remuneração é paga, o cálculo pode exigir uma análise mais cuidadosa.

Por isso, antes de comparar o seu caso com o de outra pessoa, vale lembrar que o salário-maternidade depende da categoria da segurada e da forma como ela contribui para o INSS.

BenefíciosPrevidenciários

17/08/2026

Receber uma negativa do INSS desanima qualquer pessoa.

Mas a primeira pergunta não deveria ser “perdi o direito?”.

Deveria ser:

“Por que o benefício foi negado?”

A resposta faz toda a diferença.

Nem toda negativa acontece porque a pessoa não tem direito ao BPC.

Às vezes, o problema está em um documento que faltou, no CadÚnico desatualizado, na avaliação da deficiência ou até na forma como as provas foram apresentadas.

E cada situação pede um caminho diferente.

Por isso, antes de desistir, vale entender exatamente o motivo do indeferimento.

Muitas vezes, o que precisa mudar não é a realidade da família, mas a forma como ela foi demonstrada ao INSS.

14/08/2026

Quando a gestante trabalha com carteira assinada, muita gente acredita que o cálculo do salário-maternidade é sempre simples.

Na maioria dos casos, ele acompanha a remuneração da segurada.

Mas existe uma exceção importante: quem recebe remuneração variável.

Comissões, produção, premiações e outras parcelas que oscilam podem exigir uma forma diferente de cálculo.

E esse detalhe faz diferença.

Se o valor for apurado de forma incorreta, a segurada pode receber menos do que deveria durante um período tão importante.

Por isso, não basta saber que você tem direito ao salário-maternidade.

Também é importante entender se o valor foi calculado da forma correta, principalmente quando a remuneração muda de um mês para outro.

11/08/2026

Muita gente se preocupa em reunir documentos para pedir o BPC, mas esquece de verificar uma das informações mais importantes: o CadÚnico.

Na prática, ele é a “fotografia” da realidade da família.

Se o cadastro mostra uma renda antiga, pessoas que já não moram na casa ou um endereço desatualizado, o INSS pode encontrar divergências durante a análise do benefício.

E isso pode gerar exigências, atrasar o processo ou até resultar na negativa do pedido.

Por isso, antes de dar entrada no BPC, vale fazer uma conferência simples:

✔️ endereço atualizado
✔️ composição familiar correta
✔️ renda de cada integrante
✔️ telefone para contato
✔️ demais informações da família

Às vezes, um detalhe no cadastro faz toda a diferença na análise do benefício.

10/08/2026

Uma das perguntas que eu mais recebo é: “Dra., quanto eu vou receber de salário-maternidade?”

E a resposta quase nunca é um valor pronto.

Isso porque o salário-maternidade não tem um cálculo único. O valor muda conforme a categoria da segurada e a forma como ela contribui para o INSS.

É por isso que duas gestantes podem ter direito ao mesmo benefício e, ainda assim, receber valores completamente diferentes.

Comparar o seu caso com o de uma amiga, vizinha ou colega de trabalho pode criar uma expectativa que não corresponde à sua realidade.

No Direito Previdenciário, primeiro analisamos se existe o direito. Depois, calculamos qual é o valor correto daquele benefício.

São duas etapas diferentes, e ambas são importantes.

07/08/2026

Essa é uma das situações que mais geram frustração.

A pessoa recebe um diagnóstico, pesquisa na internet e encontra uma lista dizendo que aquela doença “dá direito ao BPC”. Quando o benefício é negado, vem a sensação de injustiça.

O problema é que o BPC não funciona por uma lista de doenças.

Na avaliação, o foco está em entender como aquela condição interfere na autonomia, na participação social e na vida da pessoa.

É por isso que duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem receber decisões diferentes.

Antes de criar expectativa, vale entender que o BPC analisa muito mais do que um laudo médico. A realidade vivida pela pessoa também faz parte dessa avaliação.

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05/08/2026

Quando se fala em salário-maternidade, é comum pensar apenas no nascimento do bebê. Mas a legislação prevê outras situações em que esse benefício pode ser devido.

Além do parto, o salário-maternidade também pode ser concedido em casos de adoção, guarda judicial para fins de adoção, natimorto e ab**to não criminoso, desde que observados os requisitos legais aplicáveis a cada hipótese.

Essa informação é importante porque muitas pessoas passam por momentos delicados e desconhecem que a Previdência Social também prevê proteção nessas situações.

Cada caso possui regras próprias e exige análise da documentação e dos requisitos legais. Por isso, é essencial avaliar a situação de forma individual.

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04/08/2026

Muita gente acha que aquele tempo antigo na roça ficou para trás.

Mas nem sempre.

Existe uma possibilidade chamada **aposentadoria híbrida**, que permite somar períodos rurais e urbanos.

E isso é muito mais comum do que parece.

A vida real não é linear.

Tem gente que começou no campo, depois foi para a cidade, teve carteira assinada, ficou um tempo sem contribuir…

E é justamente nesses casos que essa regra pode fazer diferença.

Agora, um ponto importante:

na aposentadoria híbrida, a idade costuma seguir a regra urbana.

Mas mesmo assim, ela pode ser o caminho para quem não conseguiria se aposentar só com tempo rural ou só com urbano.

Por isso, antes de descartar um período antigo, vale analisar com cuidado.

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03/08/2026

Essa é uma das dúvidas que mais aparecem quando o assunto é BPC/LOAS.

Muitas pessoas deixam de fazer o requerimento porque acreditam que “a doença não está na lista do INSS”. Outras imaginam que apenas apresentar um laudo médico é suficiente para conseguir o benefício. Nenhuma dessas conclusões está necessariamente correta.

Na análise do BPC, é importante demonstrar como a condição de saúde interfere na vida da pessoa e quais barreiras ela enfrenta no dia a dia. Por isso, documentos que retratam essa realidade podem ser relevantes para a análise, conforme as particularidades de cada caso.

Informação correta faz diferença, especialmente quando se trata de um benefício assistencial que gera tantas dúvidas.


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