23/09/2026
Um pedido bem instruído precisa reunir informações que ajudem a demonstrar o que aconteceu, quais sequelas permaneceram e como elas interferem no trabalho habitual.
1. Laudo médico detalhado
Não basta colocar apenas o diagnóstico. O documento deve descrever a sequela, as limitações e, quando pertinente, como elas afetam a capacidade para o trabalho habitual.
2. Exames que comprovem a lesão
Radiografias, ressonâncias, tomografias, ultrassons e outros exames relacionados ao quadro ajudam a documentar a lesão e sua evolução.
3. Documentos do tratamento realizado
Prontuários, relatórios, receitas, registros de fisioterapia, cirurgias e outros documentos médicos ajudam a demonstrar o acompanhamento realizado desde o acidente.
4. Comprovação do acidente
Boletim de ocorrência, CAT, quando se tratar de acidente de trabalho, documentos de atendimento médico e outros registros podem ajudar a comprovar o que aconteceu.
5. Explicar a limitação no trabalho
É importante deixar claro o que mudou na prática. Perda de força, limitação de movimento, dificuldade para carregar peso, permanecer em determinada posição ou realizar movimentos repetitivos são alguns exemplos.
6. Relacionar a sequela com a atividade exercida
Também é importante demonstrar quais atividades faziam parte do trabalho e de que maneira a sequela interfere na realização dessas tarefas.
7. Levar a documentação completa para a perícia
Organizar os documentos e apresentar exames, laudos e relatórios relacionados ao quadro permite que essas informações sejam consideradas durante a avaliação.
No Auxílio-Acidente, não é apenas a existência de um diagnóstico que importa. A análise envolve a existência de sequela decorrente de acidente que implique redução da capacidade para o trabalho habitual, além dos demais requisitos previstos na legislação.
Por isso, reunir uma documentação clara e completa pode ser importante para demonstrar a situação.
Cada caso deve ser analisado individualmente.