10/07/2026
🎙️ Diagnóstico não é sentença. E, muitas vezes, também não é suficiente para garantir um direito.
Tive a alegria de participar de uma entrevista ao lado das profissionais do Mentes em Cada Fase, falando sobre um tema que merece cada vez mais atenção: os direitos das pessoas com transtornos mentais, neurodivergências e deficiência, especialmente em relação ao BPC/LOAS e aos benefícios previdenciários.
Durante muitos anos, acreditou-se que bastava apresentar um diagnóstico para obter um benefício. Hoje, a legislação e a jurisprudência caminham em outra direção.
O INSS e a Justiça não analisam apenas o diagnóstico. Analisam o impacto daquela condição na vida da pessoa, na sua autonomia, na aprendizagem, na socialização e na capacidade de exercer suas atividades.
É exatamente nesse momento que o trabalho da equipe multidisciplinar faz toda a diferença.
O médico diagnostica e acompanha o tratamento.
A psicóloga demonstra os impactos emocionais e comportamentais.
A neuropsicóloga evidencia os déficits cognitivos e funcionais.
A pedagoga e a neuropsicopedagoga mostram os reflexos da condição no desenvolvimento e na aprendizagem.
Quando esses profissionais atuam de forma integrada, eles constroem um conjunto de provas muito mais completo, permitindo que o INSS e a Justiça compreendam a realidade vivida pelo paciente.
Inclusão não é apenas estar na escola. É aprender, participar e desenvolver seu potencial.
Parabenizo a Edna e a Letícia, do projeto Mentes em Cada Fase, por promoverem essa importante discussão e por realizarem um trabalho sério, humano e multidisciplinar em favor das crianças, adolescentes e suas famílias.
💙 Informação transforma vidas. Conhecer os direitos é o primeiro passo para garantir dignidade, inclusão e cidadania.
Advocacia Dra. Patricia Silva