11/08/2026
Todo ano, no Dia do Advogado, aparecem as mesmas frases sobre justiça, missão e orgulho da profissão.
Hoje, eu quis falar de outra coisa.
Da advocacia que existe quando a foto termina.
Daquela que começa cedo, termina tarde e, muitas vezes, continua na cabeça mesmo depois que o expediente acabou.
Da responsabilidade de orientar alguém que chega até você sem saber o que fazer. Da angústia de acompanhar uma decisão que não depende só do seu trabalho. Dos dias em que você estuda, peticiona, insiste e ainda assim precisa esperar.
A advocacia não é o glamour que muita gente imagina. Ela exige paciência, coragem, equilíbrio e uma boa dose de humanidade. Porque, por trás de cada processo, existe uma pessoa vivendo um problema que, para ela, quase sempre é o mais importante do mundo.
Depois de anos nessa profissão, eu já não enxergo a advocacia apenas como uma escolha que fiz. Ela também ajudou a construir quem eu sou. Me ensinou a ouvir mais, a ter mais responsabilidade com as palavras e a entender que nem sempre vencer signif**a ganhar tudo, às vezes signif**a conseguir devolver um pouco de tranquilidade a quem confiou em você.
Não romantizo a advocacia. Sei o quanto ela pode ser cansativa, solitária e desafiadora.
Mas também sei que, se tivesse que começar de novo, provavelmente escolheria o Direito outra vez.
Talvez não pelo que a profissão mostra por fora, mas por tudo o que ela me ensinou por dentro.
E, depois de tantos anos, talvez seja justamente isso que mais me faz ter orgulho de ser advogada.
⚖️