10/07/2017
A Petrobras está patrocinando publicidade no site UOL sobre o tema compliance.
Certamente tem o objetivo de melhorar sua imagem, destruída interna e externamente, por seus gestores de primeira, segunda e até terceira linha, em conluio com a estrutura política do seu controlador e com as maiores empresas de engenharia da nação.
Trata em parte do Código de Ética e de Conduta.
Podemos verificar que o Código de Ética da Petrobras é antigo. Temos registro de versão aprovada pela Diretoria Executiva da Petrobras em 9/11/2006, Ata DE 4.613, Pauta
nº 1109; e pelo Conselho de Administração em 29/11/2006, Ata CA 1.281, Pauta nº 35.
A adesão ao Código de Ética foi obrigatório a todos os empregados da Petrobras, que foram instados a assinar digitalmente seu conhecimento.
Ora, chegamos a clara conclusão que a existência de Código de Ética, e sua adesão obrigatória não previne os efeitos de uma governança deficiente.
A empresa entendeu de forma incorreta, por muitos anos, propositalmente ou não, do significado de conformidade legal (compliance).
Compliance é função. É um conjunto de disciplinas. Um código de ética, mesmo com assinatura forçada, como foi o da Petrobras, não previne nada. O sistema de controles, entre outras disciplinas, é que permite a verificação de desvios ocorridos e em potencial.
Mas a Petrobras diz que está mudando. Vamos acompanhar detidamente, pois a empresa que um dos sócios da Liguori Sociedade de Advogados ajudou a construir por 37 anos, foi parcialmente demolida por falhas graves de compliance na estrutura da empresa.
Assunto de nosso interesse pessoal e profissional.
http://estudio.folha.uol.com.br/petrobras/2017/06/1892322-mais-empresas-adotam-praticas-de-compliance.shtml
Cresce no país o interesse por sistemas que evitam fraude e riscos