04/10/2022
"Caio, dá pra ver que você sabe muito. Mas você não passa segurança quando fala".
Escutei essa frase em 2017, logo após ter me formado.
No momento, estava acompanhando um cliente em uma rescisão contratual complicada, na qual estava sendo cobrada uma multa exorbitante.
Antes de ir, me preparei, estudei todas as cláusulas do contrato e tinha tudo na ponta da língua.
Chegamos na reunião, citei todos os argumentos favoráveis ao meu cliente e, no final, deu tudo certo.
Porém, recebi dele esse feedback que citei acima. Na hora, engoli a seco. Fiquei remoendo essa informação.
Na minha cabeça, tinha dado tudo certo, tinha saído tudo perfeito e eu era muito bom.
Receber aquela informação foi um balde de água fria, mas foi um dos melhores empurrões que recebi no começo da carreira.
Serviu para saber que sempre há o que melhorar. Serviu para saber que eu não era tão bom assim. Serviu para que eu tivesse humildade para reconhecer isso.
Como já disse Ortega Y Gasset: "O verdadeiro tesouro do homem é o tesouro dos seus erros".
Hoje, já participei de várias reuniões. Já presidi assembleias para centenas de pessoas. Produzo conteúdo quase que diariamente, para milhares de pessoas.
Podemos até nascer com certas tendências, certos dons. Mas, se não tivermos a consciência da necessidade de uma constante melhora, permaneceremos estagnados, na média.
Apesar de ter feito tudo isso, ainda há o que melhorar, ainda há mais pessoas a alcançar e ainda há mais trabalho a fazer, de uma forma melhor e atenciosa.
E, com essa consciência, lhes digo: sempre há algo a melhorar.
Se tudo está perfeito, existe algo errado.