13/03/2026
A burocracia não pode valer mais que uma vida: a omissão do SAMU no pior dia das nossas vidas
A dor que a nossa família carrega agora é imensurável. A partida do nosso anjinho Gael deixou um vazio que jamais será preenchido. Mas, além do luto, carregamos uma indignação profunda com o serviço que deveria existir para agir rápido e salvar vidas: o SAMU.
No momento de maior desespero que já vivemos, terceiros ligaram para o 192 implorando por socorro. Enquanto eu tentava desesperadamente fazer os primeiros socorros no meu filho e minha esposa gritava em pânico, a resposta do outro lado da linha foi fria e burocrática. A atendente não enviou a ambulância de imediato; em vez disso, insistia em fazer um questionário, exigindo dados, nomes e idade.
O tempo correndo, a urgência diante dos nossos olhos, e o protocolo sendo colocado acima de um pedido de socorro. O desamparo foi tamanho que alguém ao nosso lado precisou dizer: “Desliga, vamos para o hospital, eles não vão vir resgatar”. Tivemos que agir por conta própria, completamente abandonados por quem tinha o dever de nos atender prontamente.
Faço este relato como um grito de revolta. Em emergências, cada segundo conta, e a falta de humanidade e agilidade na triagem de uma situação tão crítica é inaceitável. F**a aqui o meu repúdio à postura desse serviço, com a esperança de que nenhuma outra família precise passar por essa mesma angústia.