18/11/2020
Neste momento me debruço sobre o teclado com os dedos perplexos. Tento, como antes, escrever uma crônica qualquer, mas meus pensamentos divagam em teorias e projetos (o que tem me tomado grande parte do tempo).
Projetos, nossa vida precisa deles...
Neste momento, diante de todo o aprendizado que o mundo pós-pandêmico me forçou a adquirir, sinto-me mais apto do que nunca a exercer meu papel, que, de fato, me ilumina os olhos. A defesa de Direitos! A Advocacia!
Muitos me perguntam o porquê de eu advogar para pessoas que fizeram coisas horríveis, minha resposta é sempre simples, porque a mera constatação da humanidade do indivíduo é, de pronto, motivo suficiente para que ele tenha sua voz ouvida em termos inteligíveis ao meio jurídico.
O Advogado é uma espécie de tradutor, ele coleta a história, conhece os códigos, analisa o direito e defende a aplicação da lei no caso concreto.
Bem sabido é que, sobretudo onde mais gosto de atuar, no Direito Penal, que a acusação é realizada, na grande maioria das vezes, pelo Estado, na figura do Ministério Público, mas antes disso tudo todo o aparato criminal já foi movido para que a condenação ocorra.
Vejam bem, existe o Ministério Público, que é o detentor da ação, temos o Delegado de Polícia, que é quem coordena os Inquéritos Policiais (diga-se investigações), e antes disso tudo já passou, muitas vezes pela Polícia Militar.
Com isso vemos que existe contra o réu as polícias, militar e civis, as guardas municipais e o Ministério Público, representando, ou melhor, dando voz ao Estado.
E quem dá voz ao réu? Ao acusado? Ao, muitas vezes, encarcerado? Pois te digo, quem faz isso é o Advogado. Seja ele um profissional liberal ou um Defensor Público.
Todo o aparato estatal é repressivo. O réu, que, muitas vezes, não é culpado, ou quando culpado merece uma pena justa, tem apenas seu advogado em seu favor.
Pretendo lançar outras divagações jurídicas por aqui mais vezes...
Mas me digam aí, o que acham dessas ideias?
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