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rafaelchavesadv Sou advogado especialista em Direito Tributário e Empresarial. Mais precisamente em tributação sobre a propriedade e recuperação de créditos.

Atuo também nas áreas de contencioso tributário, bem como planejamento e assessoria para empresas.

A Receita  publicou uma nova Solução de Consulta para esclarecer um ponto importante da tributação das apostas de quota ...
28/07/2026

A Receita publicou uma nova Solução de Consulta para esclarecer um ponto importante da tributação das apostas de quota fixa: qual deve ser a base de cálculo do P*S e da Cofins.

Em termos gerais, a conclusão não trouxe uma grande novidade. A Receita reafirmou que a incidência das contribuições ocorre sobre o Gross Gaming Revenue (GGR), seguindo a sistemática prevista na legislação do setor.

Contudo, um trecho da fundamentação chamou a atenção de tributaristas e pode dar margem a uma nova discussão.

Ao afirmar que valores que apenas transitam pela contabilidade do contribuinte e pertencem a terceiros não integram a receita bruta, a Solução de Consulta faz referência não apenas aos dispositivos relacionados ao pagamento de prêmios, mas também ao art. 30, §1º-A e §1º-E, da Lei nº 13.756/2018.

É justamente aí que surge a dúvida interpretativa. O §1º-A disciplina as destinações obrigatórias do GGR para beneficiários legais, enquanto o §2º do art. 30 determina que esses valores sejam repassados diretamente aos respectivos destinatários. Se esses recursos pertencem desde a origem a terceiros e apenas transitam pela contabilidade da operadora, seria possível sustentar que eles também não deveriam compor a receita bruta utilizada para calcular o P*S e a Cofins.

Ao mesmo tempo, a SC não afirma expressamente que essas parcelas estão excluídas da base de cálculo. A redação permite mais de uma interpretação, criando um cenário de incerteza sobre o alcance do entendimento.

Esse tipo de ambiguidade pode incentivar discussões administrativas e judiciais, além de provocar revisões no planejamento tributário das operadoras. Enquanto não houver um posicionamento mais claro, a segurança jurídica sobre o tema permanece limitada.

O governo federal publicou, na quarta-feira (22), o decreto 13.075/26, que adia para 1º de janeiro de 2027 a obrigatorie...
27/07/2026

O governo federal publicou, na quarta-feira (22), o decreto 13.075/26, que adia para 1º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de inscrição no CNPJ e de emissão de documentos fiscais por pessoas físicas contribuintes ou responsáveis tributários, bem como por produtores rurais pessoas físicas, no âmbito da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

A norma altera o decreto 12.955/26, que regulamenta a CBS, tributo instituído pela Lei Complementar 214/25 como parte da reforma tributária sobre o consumo.

O que muda

Na redação original do regulamento, a obrigatoriedade de inscrição no CNPJ, prevista no artigo 105, passaria a produzir efeitos já durante a fase de implementação da CBS. Com a alteração publicada nesta semana, essa exigência só entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027, e passa a valer para dois grupos específicos:

👉 pessoas físicas na condição de contribuintes ou responsáveis tributários; e
👉 produtores rurais pessoas físicas enquadrados nas hipóteses do artigo 239 do decreto.

O mesmo prazo passa a valer também para a obrigação de emissão de documentos fiscais, prevista no artigo 115 do regulamento. Na prática, os contribuintes atingidos por essas exigências ganham mais tempo para se adequar às novas obrigações decorrentes da implementação da CBS, que vinha sendo tratada como uma das etapas mais sensíveis da reforma tributária para o público de pessoa física.

Contexto

A CBS é um dos pilares da reforma tributária sobre o consumo aprovada nos últimos anos, e sua implementação vem sendo acompanhada de sucessivos ajustes regulatórios por parte do governo federal, à medida que a União avalia o impacto das novas obrigações sobre diferentes perfis de contribuintes — incluindo aqueles que, até então, não estavam habituados a rotinas fiscais formais, como é o caso de boa parte dos produtores rurais pessoas físicas.

Se você tem holding - ou planeja ter - aqui vai um alerta para você! A Lei Complementar 227/2026 mudou o ITCMD e agora, ...
17/06/2026

Se você tem holding - ou planeja ter - aqui vai um alerta para você!

A Lei Complementar 227/2026 mudou o ITCMD e agora, a taxação sobre empresas fechadas e holdings patrimoniais passa a considerar o valor de mercado dos ativos, e não mais o valor contábil - o que pode quadruplicar o imposto.

Em São Paulo, por exemplo, uma transferência de bens, cujo valor contábil é de R$ 10 milhões, mas que tem valor de mercado de R$ 30 milhões, teria o imposto aumentado de R$ 400 mil para R$ 1,2 milhão.

Alguns estados, inclusive, já querem que essa Lei comece a valer agora. Contudo, a cobrança sem uma lei estadual própria desrespeita a Constituição e a justiça tem negado em alguns casos, uma vez que novas leis estaduais criadas em 2026 só podem cobrar o novo valor em 2027. Caso o Fisco tente antecipar a cobrança, o contribuinte pode questionar a legalidade na Justiça.

Portanto, atenção: isso abre um prazo até o fim de 2026 para famílias realizarem o planejamento sucessório sob as regras antigas. Não vai perder essa oportunidade!

24/03/2026

O Fator R está no centro de um debate importante para clínicas médicas optantes pelo Simples Nacional. Previsto na Lei Complementar 123/2006, ele impõe um critério de folha de pagamento superior a 28% da receita bruta para que a empresa possa permanecer no Anexo III – aquele com alíquotas mais baixas. Caso contrário, migra para o Anexo V, com carga tributária inicial de 15,5%.

Mas nem todas as atividades do Simples Nacional estão sujeitas a esse critério. Serviços como agências de viagem ou corretoras de seguros não sofrem esse mesmo redirecionamento. A seletividade na aplicação do Fator R levanta uma questão central: existe justificativa legal e constitucional para tratar de forma desigual essas atividades?

A crítica é que o critério, embora baseado em folha de pagamento, não se relaciona diretamente com a finalidade do Simples, que é estimular micro e pequenas empresas com menor carga tributária. O resultado prático é uma penalização das clínicas de menor porte, que muitas vezes operam com equipes reduzidas.

A depender do caso, pode haver espaço para contestação judicial com base no princípio da isonomia e no desvio da finalidade do regime simplificado.

Quer entender se a sua clínica pode estar sendo tributada de forma indevida? Fale com um advogado especializado.

20/03/2026

Apesar de ser um conteúdo pra descontrair, o assunto é sério: estão querendo limitar ainda mais o seu direito constitucional de acesso à justiça, com o fim da benefício da gratuidade.

O PL 3.191/2019, em tramitação no Congresso, propõe alterar a Lei 9.099/1995 para instituir a cobrança de custas e despesas processuais em primeira instância nos Juizados Especiais Cíveis limitando a atual gratuidade - um verdadeiro retrocesso ao acesso à justiça para cidadãos de baixa renda e consumidores.

⚠️ Cuidado: ser chamado de “investidor qualificado” pela sua corretora pode soar como um elogio ao seu patrimônio, mas n...
19/03/2026

⚠️ Cuidado: ser chamado de “investidor qualificado” pela sua corretora pode soar como um elogio ao seu patrimônio, mas na prática, pode ser uma blindagem jurídica que eles usam contra você. Muitas instituições financeiras utilizam esse rótulo para limitar seus direitos fundamentais e incluir cláusulas abusivas que podem, literalmente, enviar qualquer disputa judicial sua para o outro lado do mundo, como Genebra ou Malta.

🌍 Recentemente, vimos casos graves onde investidores brasileiros, orientados a montar estruturas complexas no exterior, receberam um "procure seus direitos na Suíça" quando pediram prestação de contas. A defesa das corretoras é sempre a mesma: "você é um investidor qualificado, conhece os riscos e o Código de Defesa do Consumidor (CDC) não se aplica a você". Mas será que ter dinheiro na conta significa, necessariamente, que você entende de engenharia financeira complexa?

🔨 O Tribunal de Justiça de São Paulo já deu um basta nessa tese. Em decisões recentes, ficou claro que a vulnerabilidade técnica do cliente prevalece sobre a classificação do contrato. Mesmo para quem tem alta renda, o CDC pode ser aplicado para garantir transparência e o direito de litigar no Brasil. Afinal, a assimetria de informação entre um grande banco e um investidor pessoa física ainda é gigantesca.

🛡️ A própria CVM já sinalizou que as regras de suitability têm servido mais para proteger os intermediários do que para educar quem investe. Se você possui capital em estruturas de Private Banking ou assessoria e sente falta de clareza nas operações, é hora de revisar sua "engenharia contratual". Entender se a sua classificação de risco foi usada para retirar suas proteções legais é o primeiro passo para recuperar o controle dos seus direitos.

💬 Você já assinou algum termo de "Investidor Qualificado" sem entender que isso poderia tirar sua proteção do Código de Defesa do Consumidor? Vamos conversar sobre isso nos comentários.

⚖️ O cenário tributário brasileiro está em ebulição e eu sei que você tem lido muitas manchetes alarmistas sobre o "fim ...
18/03/2026

⚖️ O cenário tributário brasileiro está em ebulição e eu sei que você tem lido muitas manchetes alarmistas sobre o "fim da herança" ou o aumento imediato de impostos. Mas vamos colocar os pés no chão: o alarde sobre o aumento do ITCMD e ITBI em 2026 muitas vezes ignora fatos jurídicos essenciais. Em São Paulo, por exemplo, as alíquotas continuam protegidas pelo princípio da anterioridade, o que empurra mudanças reais para 2027.

🔍 O risco real para o seu patrimônio hoje não é uma nova tabela, mas a desinformação. Enquanto o debate político foca na progressividade (quem tem mais, paga mais), o fisco já está avançando silenciosamente sobre a base de cálculo. Isso significa que, mesmo sem mudar a lei, o imposto sobe porque as avaliações administrativas estão buscando o valor real de mercado e o fundo de comércio das empresas. Ou seja: o critério de avaliação ficou mais agressivo.

🏗️ Diante de projetos como o PL nº 07/2024 e o PL nº 409/2025, o planejamento sucessório deixou de ser um "luxo" para economizar no futuro e se tornou uma ferramenta urgente de preservação de liquidez. Se você esperar a lei mudar para agir, pode acabar com um patrimônio imobilizado por falta de caixa para pagar os impostos de transmissão. A organização antecipada evita multas, juros e, principalmente, as brigas judiciais que o improviso sempre traz.

⏳ A janela de oportunidade para as regras atuais está se fechando, mas o pânico nunca é um bom conselheiro. A antecipação desnecessária pode ser tão prejudicial quanto a inércia total. O caminho ideal é uma análise técnica da sua estrutura de bens para entender como essas novas regras de 2027 impactarão sua família e seu negócio. O tempo é a sua variável mais valiosa agora.

👉 Você já tinha ouvido falar que o imposto pode subir mesmo sem mudar a alíquota, só pela mudança na avaliação dos bens? Comenta aqui embaixo sua dúvida sobre esse tema.

17/03/2026

Caro, médico: você sabia que existem pelo 5 teses no Direito que te permite pagar menos tributos do que você possivelmente já paga?

👉 Veja quais são e preste atenção se esse não é o seu caso.

Caso você desconfie que sim, procure um advogado da sua confiança para orientação. 🤝

📈 Você sabia que a diferença entre receber uma restituição gorda ou cair nas garras da malha fina em 2026 não está na su...
16/03/2026

📈 Você sabia que a diferença entre receber uma restituição gorda ou cair nas garras da malha fina em 2026 não está na sua sorte, mas na sua organização hoje? Muitos contribuintes acreditam que a eficiência tributária surge de "sacadas" na hora de preencher o programa da Receita, mas a verdade é bem mais técnica: ela nasce do cumprimento rigoroso da Lei nº 9.250/95 e da estratégia antecipada.

🧠 Um dos erros mais comuns que vejo é a confusão entre gastos com saúde e instrução. Enquanto a educação tem um teto rígido de R$ 3.561,50 por CPF — valor que, convenhamos, muitas vezes não cobre nem um semestre de uma boa faculdade — as despesas com saúde não possuem limite global de dedução. Se você tiver os comprovantes de consultas, exames e internações, pode abater o valor integral. Saber separar esses pilares é o que protege o seu patrimônio de glosas automáticas.

🛡️ Outro ponto de virada é o uso estratégico do PGBL. Se você contribui para o regime geral, pode reduzir sua base de cálculo em até 12% da renda tributável bruta. Mas atenção: não adianta correr no último minuto. A escolha entre o modelo completo (onde somamos cada recibo) e o simplificado (com abatimento padrão de 20% limitado a R$ 17.640,00) deve ser uma decisão matemática e não um palpite.

📑 O segredo para uma declaração inabalável não é encontrar deduções "criativas", mas documentar adequadamente seu fluxo financeiro ao longo de todo o ano fiscal. No carrossel que preparei, eu detalhei os 6 níveis de atenção que você precisa ter para garantir que sua declaração seja um espelho fiel e seguro da sua realidade financeira, evitando que você perca recursos por meros erros de preenchimento.

👇 E por aí, você costuma guardar seus recibos em tempo real ou deixa para revirar as gavetas só em março? Me conta nos comentários como está sua organização!

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12/03/2026

Proteja seu negócio contra riscos fiscais com passos práticos e claros. Nós mostramos controles simples, documentação essencial e cláusulas contratuais que reduzem exposição e aumentam previsibilidade. Baixe nosso roteiro de conformidade e comece hoje: https://wix.to/fBUuxtu 🔒📄

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