16/10/2026
Mais de 7 mil cultos e missas foram monitorados no Brasil durante o período eleitoral. Um levantamento realizado por pesquisadores ligados à UFRJ e à organização More in Common Brasil analisou 7.456 celebrações religiosas transmitidas pela internet, buscando identificar manifestações de caráter eleitoral. O resultado? Apenas 3,2% das celebrações analisadas apresentaram propaganda eleitoral, segundo os critérios da pesquisa.
O episódio provocou reações, inclusive do Instituto Brasileiro de Direito Religioso (IBDR), que manifestou preocupação com possíveis constrangimentos à liberdade religiosa.
E aqui está o motivo deste post. Uma coisa é investigar eventuais irregularidades em transmissões públicas. Outra, muito diferente, é transformar essa prática em instrumento de intimidação das igrejas.
A Constituição brasileira garante a liberdade de crença e o livre exercício dos cultos religiosos. A Bíblia, por sua vez, nos ensina que as autoridades civis possuem responsabilidades legítimas, mas não receberam de Deus o governo espiritual da Igreja. Cristo é o Cabeça da Igreja. Não o Estado.
De fato, não queremos púlpitos transformados em palanques eleitorais. Mas também não podemos aceitar que o legítimo ensino bíblico sobre questões morais e públicas seja tratado como uma ameaça simplesmente porque contraria interesses políticos. A liberdade religiosa precisa ser defendida antes que sua perda seja percebida dentro dos templos.
Herley Rocha Souza