23/08/2026
👩🏽💼Acho chique quem acreditou nela de primeira.
Acho chique a amiga que perguntou: “Você está segura?”, antes de perguntar: “E o que você fez?”.
Acho chique a delegada que não pergunta se ela tem certeza. Acho chique a juíza que pergunta sobre o risco de violência antes de fixar a convivência. Acho chique a perícia que ouve mãe e pai com a mesma atenção.
Acho chique a medida protetiva que não f**a apenas no papel, que alguém foi lá conferir se ela está sendo cumprida.
Acho chique quem ainda chama feminicídio de feminicídio e não de “crime passional”.
Acho chique quem não transforma agressor em personagem, entrevista ou vítima da própria violência.
Acho chique a mulher que entendeu que “ele nunca me bateu” não signif**a que “não existe violência”.
Acho chique a mulher que registrou, mesmo quando disseram que era exagero.
Acho chique quem protegeu uma mulher quando todos pediam que ela tivesse “mais calma”.
Acho chique ver a verdade aparecer depois de anos ouvindo que ela era exagerada, louca ou vingativa.
Acho chique uma lei que nasceu porque uma mulher não desistiu.
E, no Agosto Lilás, talvez seja justamente isso que precisamos lembrar: eu não citei nada extraordinário.
🤷🏽♀️Falei de ouvir.
🙋🏽♀️De perguntar.
🕵🏽♀️De investigar.
🙆🏽♀️De proteger.
👩🏽⚖️De cumprir a lei.
💁🏽♀️De enxergar o risco antes que ele vire tragédia.
É o mínimo.
Mas eu chamo de chique porque, muitas vezes o mínimo ainda é exceção.
E exceção a gente celebra em voz alta, até que vire regra.
💜