21/10/2025
Existem cortes que não aparecem em exames, mas deixam marcas profundas.
Um deles é quando o plano de saúde decide, de forma fria e silenciosa, rescindir o contrato de um idoso em pleno tratamento.
A justificativa quase sempre vem mascarada de “reajuste de carteira”, “decisão administrativa” ou “falta de viabilidade”.
Mas o que está por trás é uma realidade cruel: o corte do cuidado quando ele é mais necessário.
A lei é clara: enquanto há tratamento em andamento, o plano não pode rescindir o contrato de forma unilateral.
Essa prática é abusiva, fere o princípio da continuidade do cuidado e coloca o paciente em risco.
Por trás de cada rescisão, há uma história interrompida, uma família que perde o sono, um paciente que precisa interromper sessões, um direito que precisa ser lembrado.
Rescindir um contrato não é o mesmo que desligar um número de cliente.
É desligar alguém de um cuidado vital.
Quando o sistema tenta apagar pessoas sob o pretexto de “corte de custos”, é o jurídico que precisa reacender o que ainda resta de humanidade.
⚖️ O direito à saúde não se mede em lucro.
Ele se mede em vida.
.paulalausi