09/08/2026
Eu costumava achar que quatro anos eram muito tempo.
Até ter uma filha.
Porque, de repente, quatro anos cabem em alguns vídeos.
Num colo que ficou pequeno. Nas no palavras que antes não existiam. Nos passos dela que começaram inseguros e hoje já correm para longe de mim.
E talvez essa seja uma das partes mais bonitas (e mais difíceis) de ser pai:
a gente passa os dias querendo que eles cresçam…
e, quando percebe que cresceram, daria tudo para visitar só mais uma vez alguns daqueles dias.
O relógio continua.
Tic.
Tac.
E cada segundo leva embora uma versão dela que eu nunca mais vou conhecer daquele mesmo jeito.
Mas também me entrega outra.
Mais falante.
Mais esperta.
Mais dona de si.
Mais ela.
Então hoje eu não quero pedir que o tempo pare.
Quero agradecer.
Obrigado, tempo, por ter me deixado viver tudo isso.
Por cada madrugada, cada colo, cada descoberta, cada abraço apertado, cada “papai”.
Obrigado pela oportunidade de assistir uma vida começar diante dos meus olhos.
E, principalmente, obrigado pela oportunidade de ser o pai dela.
Minha filha, talvez um dia você assista a esse vídeo e entenda:
enquanto você estava crescendo…
um pai também estava nascendo.
E continua.
Todos os dias. 🤍