16/09/2026
Ontem, o plenário da mais alta Corte do país tornou-se palco de acusações, ofensas e agressões verbais entre homens investidos de poder. Em meio ao constrangimento e à cena vexatória tomada pela corrupção recíproca, foi a única mulher do STF quem preservou a serenidade, reconheceu a gravidade da crise e pediu desculpas ao povo brasileiro .
Na minha leitura, Cármen Lúcia 👑 foi a única a demonstrar o comportamento honroso que se espera daquele Tribunal.
A cena também nos convida a uma reflexão. Um estudo publicado em 2025 pela Scientific Reports analisou 65 escândalos políticos brasileiros e 404 pessoas envolvidas: aproximadamente 90% eram homens e apenas 10% eram mulheres. Os próprios pesquisadores ressaltam que essa diferença também reflete a histórica concentração masculina nos espaços de poder e, consequentemente, nas oportunidades e redes de corrupção.
Pesquisas internacionais seguem direção semelhante. Em um levantamento do Banco Mundial, empresas administradas por homens relataram pagamento de propina em 12,5% dos contatos com órgãos públicos; entre as administradas por mulheres, o percentual foi de 4,6%. Outros estudos mostram que mulheres, em média, reprovam mais a corrupção e demonstram menor disposição para oferecer ou aceitar subornos — embora cultura, instituições e acesso ao poder também influenciem esses resultados.
➡️ Isso não signif**a que mulheres sejam naturalmente incorruptíveis. Signif**a que ampliar sua presença nos espaços de decisão pode trazer novas referências de responsabilidade, sensibilidade institucional e compromisso com o interesse público.
➡️Representatividade feminina não é enfeite, concessão ou cumprimento de cota: é necessidade democrática.
👑Quando as mulheres ocupam o poder, elas não levam apenas suas vozes podem levar também a coragem de preservar a honra das instituições.