07/08/2023
Na última quinta-feira, dia 3, estive no 1° Congresso de Planejamento Patrimonial e Sucessório da OAB SP.
Há 4 anos atrás, quando decidi mergulhar neste universo, eu já tinha 14 anos de advocacia, estava confortável na atuação cível e família, já tinha um mestrado e uma pós-graduação.
Mas nada foi tão gratificante quanto esta transformação profissional. A exigência técnica é muito maior, pois é interdisciplinar e necessita ser profunda e ampla ao mesmo tempo.
O cuidado e o compromisso com as pessoas se dá pela construção de soluções que sejam estáveis e seguras, mas que possam acompanhar a dinâmica de mudança da vida.
O ganho financeiro não é o principal, mas é bem-vindo. Decidir hoje como os problemas futuros serão tratados tem um valor sublime.
Preservar o patrimônio vem junto de preservar as relações familiares, de tomar decisões que respeitem os indivíduos, inclusive daqueles que querem se separar e tomar um rumo diferente.
A criatividade no uso das ferramentas jurídicas, com certa ousadia, mas sem aventuras ilegais, é um valor intrínseco ao planejamento sucessório, afinal, cada família demanda uma solução singular... as vezes, soluções singulares.
Eu não imaginava o que enfrentaria e viveria, por isso, quando me vejo participando de um Congresso importantíssimo para o momento histórico, sobretudo de compreensão ampla do cenário, o que, por si só, denuncia os milagres que vem sendo vendido de forma incauta, fico muito feliz com as decisões que tomei.
Não é fácil, muitas vezes a demanda emocional e psíquica é muito superior à técnica, famílias em pé de guerra que necessitam, primeiro, de um descanso e compreensão, depois, da racionalidade, nos desafiam a fazer o melhor, com habilidade.
Os resultados valem cada esforço, as amizades com clientes e colegas de profissão são impagáveis.
Muito obrigado aos amigos e amigas que fizeram este 1° Congresso.