01/09/2016
REPÚDIO AO GOLPE DE 16
O Centro Acadêmico Teixeira de Freitas, entidade representativa das e dos estudantes de Direito da Universidade Federal de Lavras e integrante do Movimento Estudantil, repudia o processo de impeachment que afastou a PRESIDENTA DA REPÚBLICA, DILMA VANA ROUSSEFF, eleita pelo voto de 54 milhões de brasileiras e brasileiros. Compreendemos, portanto, que este afastamento é injustificável, mesmo que coberto por um aparente véu de legalidade, não houve crime de responsabilidade praticado pela presidenta. Por isso, o nome é GOLPE. O golpe é contra a democracia, que é muito nova, de baixa intensidade, um golpe à mesma Democracia que permite que as pessoas se manifestem e se expressem contrárias ao governo, por ideais políticos, por não concordarem com o plano de governo e com as medidas econômicas. Golpe que afetará a proteção das minorias e as lutas por direitos. As mesmas minorias que foram invisibilizadas durante toda a história do brasil, mas que nos últimos anos começou a ganhar voz. Um golpe contra a constituição, que é uma filha que dormirá hoje, no auge de seus 27 anos, fora de sua própria casa, pois seus “pais adotivos” não conseguem aceitar sua maturidade, seus parteiros e parteiras, falecidxs ou ainda vivxs, certamente estão enojadxs pelo que se consumou no dia 31 de agosto de 2016.
Trata-se de um atentado contra o povo, brasileiras e brasileiros, contra as mulheres, contra a comunidade LGBTT, contra as negras e negros, contra as e os indígenas. É o retomar da cultura do preconceito, do desrespeito, e da intolerância.
Mario Quintana já dizia que “A felicidade bestializa, só o sofrimento humaniza as pessoas”. Nesse momento de sofrimento, onde há a iminência de perda de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários e alterações no regime fiscal, tal como está previsto na PEC 241, a qual estabelece o sucateamento do setor público brasileiro, já que congela os investimentos em educação e saúde nos próximos 20 (vinte) anos, afetando diretamente as Universidades Públicas. Convocamos a todas e todos para lutarmos contra esse governo ilegítimo e a se humanizar e retomar a participação histórica daquelas e daqueles que, durante o golpe de 1964, se insurgiram para assegurar um Estado coerente e o respeito e busca por uma democracia realmente efetiva, que não servisse apenas a uma pequena elite e ao conservadorismo, comandado pelo cabresto e pela força.
Reafirmamos a importância das e dos estudantes e do movimento estudantil na resistência ao golpe, pois resistir sempre, TEMER jamais! À LUTA!