31/08/2026
Quando assistimos hoje a esses antigos trechos de Ana Hickmann e Alexandre Correa, algumas falas causam desconforto.
Ele interrompe. Ironiza. Desqualifica. Diminui sua fala diante de outras pessoas.
E ela tenta explicar, amenizar, sorrir e seguir a conversa.
Talvez seja justamente por isso que tantas mulheres demorem a reconhecer que estão vivendo uma relação abusiva: a violência nem sempre começa com um tapa.
Muitas vezes, começa quando você passa a medir cada palavra. Quando suas emoções são tratadas como exagero. Quando uma “brincadeira” sempre coloca você para baixo. Quando você começa a duvidar de si mesma e a andar em ovos para evitar a próxima reação.
A Lei Maria da Penha reconhece cinco formas de violência contra a mulher:
Psicológica: Controle, manipulação, ameaças, humilhação, isolamento e comportamentos que prejudicam sua autoestima ou fazem você duvidar da própria percepção;
Moral: Ofensas, acusações, exposição, calúnia, difamação e insultos;
Patrimonial: Controle do dinheiro, retenção de documentos, destruição de bens, dívidas feitas em seu nome ou impedimento de trabalhar;
Sexual: Qualquer ato, contato ou decisão sexual imposta contra a sua vontade;
Física: Agressões que atinjam seu corpo ou sua saúde, mesmo quando não deixam marcas aparentes.
Uma discussão pontual é diferente de uma dinâmica repetida de medo, controle, humilhação e desqualificação.
Você não precisa esperar que a violência se torne física para procurar ajuda.
A orientação jurídica pode ajudar você a compreender o que está vivendo, organizar provas, proteger seus filhos e seu patrimônio e planejar uma saída com mais segurança.
✨ Se você se reconheceu nesses sinais, fale conosco pelo direct ou pelo link da bio. Nosso escritório é formado por mulheres e atua na proteção dos direitos das mulheres.
Você não precisa enfrentar isso sozinha.
Orientação e denúncia: 180
Emergência: 190
✨ Salve e compartilhe. Este conteúdo pode chegar a uma mulher que ainda não conseguiu dar nome ao que está vivendo.