29/05/2026
MUITAS EMPRESAS SOBREVIVEM AO MERCADO. NÃO SOBREVIVEM À BRIGA ENTRE OS SÓCIOS.
As dissoluções parciais de sociedade se tornaram cada vez mais comuns dentro da realidade empresarial atual. E isso não acontece por acaso.
O ambiente econômico ficou mais agressivo, o crédito mais restrito, as margens mais apertadas e as empresas passaram a operar sob pressão constante. Em muitos casos, sociedades que funcionavam bem em momentos de crescimento começam a apresentar desgaste justamente em períodos de maior dificuldade.
O problema é que poucas empresas realmente se preparam para um cenário de saída societária. Quando o conflito aparece, começam as discussões sobre valuation, retirada de lucros, confusão patrimonial, gestão da empresa, ocultação de informações, concorrência desleal e responsabilidade dos sócios.
E o impacto disso normalmente vai muito além do processo judicial.
A empresa perde estabilidade, a operação sofre, fornecedores percebem a insegurança, funcionários começam a se preocupar e o próprio valor da sociedade acaba sendo afetado pelo litígio interno.
Empresas conseguem sobreviver a crises de mercado com relativa frequência. Mas muitas acabam não sobrevivendo às crises entre os próprios sócios.