18/08/2026
Essa é uma das situações que mais geram frustração em quem chega à aposentadoria depois de décadas de contribuição. O benefício é concedido, mas o valor não reflete o que a pessoa imaginava receber.
Existem alguns motivos que costumam explicar isso. O primeiro é a base de cálculo: desde a Reforma da Previdência de 2019, o INSS passou a considerar a média de todos os salários de contribuição registrados desde julho de 1994, e não apenas dos maiores. Períodos com salários mais baixos, contribuições como autônomo em valores reduzidos ou lacunas na carreira entram nessa conta e puxam a média para baixo.
O segundo ponto é a alíquota aplicada sobre essa média. Para quem se aposenta apenas com o tempo mínimo, o benefício começa em 60% da média, com acréscimo de 2% a cada ano que ultrapassar esse limite. Quem se aposenta exatamente com o tempo mínimo exigido pode se surpreender com um valor inicial bem abaixo do esperado.
Além disso, erros do próprio INSS acontecem com frequência. Vínculos não computados, períodos ignorados ou cálculos feitos com base em informações incorretas podem reduzir o benefício sem que o segurado perceba.
Vale revisar o extrato de contribuições e a carta de concessão com atenção. Quando o erro é do INSS, é possível pedir a revisão. Quando há planejamento antes do pedido de aposentadoria, o resultado costuma ser bem melhor.