Daniele Fernandes - socia e advogada na Carlos Lopes Campos Fernandes

Daniele Fernandes - socia e advogada na Carlos Lopes Campos Fernandes Assessoria Jurídica

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18/08/2026

Essa é uma das situações que mais geram frustração em quem chega à aposentadoria depois de décadas de contribuição. O benefício é concedido, mas o valor não reflete o que a pessoa imaginava receber.

Existem alguns motivos que costumam explicar isso. O primeiro é a base de cálculo: desde a Reforma da Previdência de 2019, o INSS passou a considerar a média de todos os salários de contribuição registrados desde julho de 1994, e não apenas dos maiores. Períodos com salários mais baixos, contribuições como autônomo em valores reduzidos ou lacunas na carreira entram nessa conta e puxam a média para baixo.

O segundo ponto é a alíquota aplicada sobre essa média. Para quem se aposenta apenas com o tempo mínimo, o benefício começa em 60% da média, com acréscimo de 2% a cada ano que ultrapassar esse limite. Quem se aposenta exatamente com o tempo mínimo exigido pode se surpreender com um valor inicial bem abaixo do esperado.

Além disso, erros do próprio INSS acontecem com frequência. Vínculos não computados, períodos ignorados ou cálculos feitos com base em informações incorretas podem reduzir o benefício sem que o segurado perceba.

Vale revisar o extrato de contribuições e a carta de concessão com atenção. Quando o erro é do INSS, é possível pedir a revisão. Quando há planejamento antes do pedido de aposentadoria, o resultado costuma ser bem melhor.

14/08/2026

Nem todo afastamento familiar acontece por uma decisão livre da pessoa idosa.

Cada família possui sua história, e existem distanciamentos legítimos, especialmente diante de conflitos graves ou situações de violência.

Mas impedir visitas, esconder recados, bloquear contatos ou distorcer informações deliberadamente pode comprometer a liberdade emocional da pessoa idosa e destruir vínculos importantes.

Ela tem o direito de conhecer os fatos, formar sua própria opinião e decidir quem deseja manter em sua vida.

11/08/2026

Perder um familiar já é difícil. Descobrir que ele não deixou testamento e não saber o que acontece a partir daí pode tornar esse momento ainda mais pesado. É uma situação comum, e entender esse caminho ajuda a tomar decisões com mais clareza.

Quando alguém morre sem deixar testamento, a herança segue a ordem de vocação hereditária prevista no Código Civil. Em linhas gerais, os primeiros a herdar são os descendentes, ou seja, filhos e netos, em conjunto com o cônjuge ou companheiro, dependendo do regime de bens. Se não houver descendentes, passam a herdar os ascendentes, como pais e avós, também em conjunto com o cônjuge. Somente na ausência de todos eles é que irmãos e outros parentes mais distantes entram na linha sucessória.

O processo para dividir e transferir esses bens chama-se inventário, e ele precisa ser feito independentemente do valor do patrimônio. Pode ser realizado em cartório, quando todos os herdeiros são maiores, capazes e estão de acordo, ou pela via judicial, quando existe algum conflito, há herdeiro menor de idade ou há testamento a ser cumprido.

Deixar o inventário para depois pode gerar complicações: bens que não podem ser vendidos, contas bloqueadas e imóveis que não podem ser transferidos. Organizar isso com calma e com orientação adequada evita dores de cabeça desnecessárias em um momento que já é difícil.

10/08/2026
05/08/2026

A violência psicológica nem sempre acontece por meio de gritos.

Ela também pode estar nas humilhações, ameaças, chantagens, constrangimentos e frases repetidas que fazem uma pessoa idosa duvidar da própria capacidade.

Nem sempre haverá uma marca física.

Por isso, mudanças de comportamento, medo de falar, tristeza repentina, isolamento e perda de confiança também merecem atenção.

Informação também é uma forma de proteção.

26/07/2026

Ajudar uma pessoa idosa a administrar suas finanças deve preservar sua autonomia e proteger seus interesses.

Ter acesso à senha, ao cartão, à conta bancária ou até mesmo possuir uma procuração não concede liberdade para utilizar os recursos como se fossem próprios.

Esconder extratos, reter cartões, realizar empréstimos sem esclarecimento ou destinar o dinheiro para despesas de terceiros pode representar uma forma de violência patrimonial ou financeira.

Cuidado verdadeiro exige transparência, registros, responsabilidade e respeito à vontade do titular.

Informação também é uma forma de proteção.

15/07/2026

O isolamento da pessoa idosa pode acontecer de forma gradual e silenciosa.

Primeiro, as visitas diminuem. Depois, as ligações deixam de ser atendidas. As mensagens passam a ser respondidas por outra pessoa e o contato com familiares se torna cada vez mais difícil.

Nem todo afastamento é provocado. Cada família possui sua própria história. Mas, quando alguém controla sistematicamente os vínculos e impede a comunicação livre, é importante observar os sinais.

Cuidado verdadeiro não exige isolamento.

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