01/03/2023
O professor de apoio participa da reintegração da pessoa com TEA na sala de aula e ajuda na inclusão escolar. Ele adapta as atividades, auxiliando as interações sociais e aplicações didáticas. O professor de apoio atua juntamente com a equipe pedagógica e com o professor regular. Juntos, eles definem as estratégias que serão utilizadas para que o estudante autista tenha acesso ao aprendizado das disciplinas e das formas de avaliação que permitam que a aprendizagem seja efetiva. Geralmente, esses profissionais contribuem para melhorar as habilidades de leitura, escrita, matemática, compreensão e comunicação. Eles também ajudam estabelecendo uma rotina, ensinando sobre regras e comportamentos adequados na sala de aula. Por exemplo, os alunos são ensinados a seguir instruções, interagir com colegas e se comunicar de maneira eficaz. Esse profissional também pode auxiliar o aluno nos momentos de higiene, alimentação e locomoção. Lembrando que o professor de apoio tem como função principal facilitar a acessibilidade do aluno com autismo na escola
Cabe à escola garantir a plena participação do aluno em todas as atividades escolares em igualdade de condições. Por isso, a instituição de ensino deve providenciar um professor de apoio especializado diretamente na secretaria de educação à qual está vinculada. Essa contratação é um dever da instituição de ensino. Sendo assim, é proibido cobrar da família qualquer mensalidade ou anuidade por ter um professor de apoio especializado para o aluno autista. A escola poderá solicitar aos pais ou cuidadores um laudo que comprove que a criança tem autismo. Mas, não poderá se recusar a matricular o aluno autista. Por lei, seja a escola particular ou pública, as escolas têm obrigação de contribuir com a inclusão escolar e providenciar o professor de apoio para acompanhar o aluno com o TEA. Se sentir resistência da direção, procure ajuda especializada de um advogado e busque os seus direitos.