03/10/2024
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma nova resolução nesta segunda-feira (30) que estabelece a impossibilidade de novas reclamações trabalhistas após a homologação de um acordo entre empregador e empregado pela Justiça do Trabalho. A medida, proposta pelo ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF e do CNJ, garante que a homologação judicial proporcionará quitação total do contrato, sem possibilidade de recurso, desde que os direitos trabalhistas, como a assistência jurídica e sindical, sejam plenamente observados.
De acordo com dados fornecidos pelo CNJ, atualmente existem cerca de 5 milhões de processos trabalhistas pendentes, e a nova resolução visa reduzir esse número expressivo. Com validade inicial de seis meses, a medida será aplicada apenas a acordos com valor superior a 60 salários mínimos (aproximadamente R$ 56 mil), possibilitando uma análise do impacto na diminuição dos litígios.
Vale destacar que há exceções previstas para a quitação final, como no caso de surgimento de sequelas ou doenças ocupacionais que não foram detectadas no momento da homologação do acordo. A construção dessa norma envolveu a participação de sindicatos, representantes empresariais, juízes do Trabalho, Ministério Público e governo federal.
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