17/09/2026
Tem gente que chega à primeira conversa com a advogada já tendo “ensaiado” a própria história. Escolhe muito bem as palavras, p**a uma parte constrangedora, diminui um detalhe que parece ruim ou tenta organizar os fatos de um jeito que faça tudo parecer um pouco melhor.
Eu entendo esse comportamento. Dependendo do que aconteceu, contar determinados detalhes para alguém que você acabou de conhecer pode ser desconfortável. Só que uma orientação criminal é construída a partir daquilo que a advogada sabe. E uma informação omitida pode mudar completamente a leitura de uma conversa, de uma prova, de uma abordagem ou até da estratégia que será adotada.
Às vezes, justamente aquele detalhe que você gostaria de não precisar contar é o que ajuda a compreender o caso inteiro.
A relação entre cliente e advogada precisa ter espaço para a verdade, inclusive quando ela é difícil, constrangedora ou coloca você em uma posição que preferia não assumir.
Antes de tentar deixar sua história mais bonita, conte-a por inteiro. A sua defesa precisa conhecer o caso que realmente existe.
Salve este conteúdo para lembrar disso antes de uma orientação jurídica.