25/09/2026
Técnica perfeita, resultado desastroso.
Estava olhando aqui mais um caso em que os advogados fizeram tudo certo tecnicamente. Peças bem redigidas, prazos cumpridos, teses bem fundamentadas. E o resultado? Dois anos e meio de processo, sem solução nem alívio real para os envolvidos.
Na audiência, uma boa observação sobre o que estava por trás do conflito, e em poucas frases abriu-se caminho para uma solução rápida e consensual.
A petição, a inteligência artificial já redige em segundos.
O que ela ainda não faz é enxergar o que está por trás do conflito, nem sentar diante de duas pessoas que se amaram, que hoje mal se suportam, e ajudá-las a lembrar que continuam sendo pai e mãe do mesmo filho.
O futuro do Direito de Família está menos na peça e mais na presença. Quem se define pela quantidade de processos que conduz vai concorrer com a máquina. Quem se define pela capacidade de enxergar o que está por trás do conflito ocupa um lugar que nenhuma máquina alcança.
Na sua opinião, o futuro do Direito está no processo, na relação ou nos dois? Comenta.