06/08/2026
Vinte anos de inscrição na OAB não se medem em tempo. Medem-se em audiências, casos e decisões que ninguém viu.
Dezembro de 2005. Aprovação no exame de Ordem. Em abril de 2006, a inscrição definitiva. Eu tinha uma carteira nova, um propósito e a convicção de que saber a lei seria suficiente.
A convicção era certa. O que eu ainda não sabia era o quanto a prática ensinaria o que os livros não ensinaram.
Os primeiros clientes não chegaram por marketing. Chegaram porque alguém confiou, e cada confiança depositada era um compromisso que eu levava como se fosse o único. Cada caso era um professor. Cada audiência, um aprendizado que ninguém podia ter me dado de antemão. Foi assim que se construiu a percepção de que a advocacia não vive só de teoria, vive de repetição, de ter visto cenários suficientes para saber qual estratégia funciona em cada um.
Mas o maior aprendizado de duas décadas não foi sobre processos. Foi sobre pessoas. Cada cliente que chegou trazia uma história diferente, um medo diferente, uma expectativa diferente. E percebi que aplicar soluções padronizadas era a forma mais rápida de falhar quem confiou em mim. Cada caso é uma estrutura única com circunstâncias próprias, interlocutores próprios, riscos próprios. Não existe fórmula. Existe leitura atenta, construção cuidadosa e a disposição de tratar cada situação como se fosse a única no escritório. Porque, para quem chega, ela é.
Vinte anos depois, o escritório mudou. A equipe cresceu. A forma de trabalhar evoluiu. Mas o que permanece intacto é a consciência de que cada caso que entra aqui é a causa de alguém e esse alguém merece não apenas a peça mais bem construída, mas uma estratégia desenhada sob medida para a realidade dele. Nada genérico. Nada de molde. Cada situação exige uma leitura própria, e é exatamente isso que vinte anos de prática permitem entregar: a capacidade de enxergar o que cada caso tem de singular e construir a partir daí.
Experiência não é um número em uma carteira da OAB. É o acúmulo de cenários que você já viveu o suficiente para saber que não existe caso igual a outro, e que o seu merece uma estratégia que ninguém mais vai usar, porque ninguém tem a sua história.