08/09/2026
Setembro Verde é sobre doação de órgãos. Mas, antes de ser sobre números, filas ou procedimentos, é sobre pessoas. Sobre escolhas. Sobre a possibilidade de uma vida continuar porque alguém, em algum momento, disse sim.
A história da Dra. Josiane Brollo faz parte da nossa história na AMG. Advogada das áreas Trabalhista e Previdenciária, ela é retransplantada renal e recebeu dois rins em momentos diferentes da vida: o primeiro veio de uma pessoa viva, sua mãe, que decidiu doar em vida. O segundo, de uma pessoa que faleceu e cuja família, mesmo atravessando a própria dor, autorizou a doação.
Hoje, Josiane trabalha, atende clientes, participa das reuniões, ri, viaja, faz planos e constrói novos capítulos. Tudo isso também carrega a dimensão de duas decisões que transformaram sua história.
A doação de órgãos pode acontecer em vida, respeitados os critérios médicos e legais, ou após a morte. E existe uma informação que todas as famílias precisam conhecer: no Brasil, a doação após a morte depende da autorização familiar. Por isso, mesmo que você manifeste sua vontade de ser doador, essa conversa não deve f**ar apenas em um documento.
Fale sobre isso em casa.
Diga para sua mãe, seu pai, seus filhos, seu companheiro, seus irmãos. Conte o que você gostaria que acontecesse.
Porque, quando chega o momento de uma família tomar essa decisão, saber qual era a vontade de quem partiu pode fazer toda a diferença.
Existem formas de declarar a intenção de ser doador em documentos e meios oficiais como CIN, carteira da OAB, site do CNJ, mas nenhuma manifestação substitui a importância de quem você ama conhecer a sua escolha.
Doação de órgãos não começa no hospital. Começa numa conversa.
E talvez seja justamente essa conversa, aparentemente simples, que um dia transforme espera em recomeço.
Obrigada, Josiane, por nos lembrar todos os dias do valor de um sim.