13/02/2026
O caso de Goiás chocou o país.
E, como sempre acontece, começaram as tentativas de explicação:
“Foi a separação.”
“Foi a traição.”
“Foi a disputa.”
Eu atuo no Direito de Família.
Atendo mulheres traídas, abandonadas, trocadas, devastadas emocionalmente — todos os dias.
E nenhuma matou ninguém.
Separação não mata.
Traição não mata.
Processo de guarda não mata.
O que mata é violência.
É ego que não aceita perder controle.
É incapacidade de lidar com frustração.
Precisamos parar de romantizar crime como se fosse desespero.
Desespero não é justificativa para destruir uma criança.
Violência é escolha.
E precisa ser tratada como tal.