20/11/2019
with
・・・
Quem acompanhou a história da tenista Serena Williams sabe que ela quase morreu devido a uma embolia pulmonar. Após se recuperar, ela revelou que demorou a ser atendida pela equipe quando acusou que não conseguia respirar. Nos Estados Unidos, mulheres negras têm três vezes mais chances de morrerem devido ao parto. No Brasil, 60% das vítimas de mortalidade materna são negras (pretas e pardas) e 34% são brancas, segundo o Ministério da Saúde. Os números refletem o óbito durante a gravidez, o parto e o ab**to. Serena só não veio à óbito porque a equipe agiu e conseguiu reverter o quadro com 3 cirurgias necessárias. Contudo, essa não é a realidade da maioria das mulheres. No Brasil, 92% das mortes maternas são evitáveis. Se 60% das mortes são de negras, muitas estão morrendo por negligência e preconceito. Vivemos em um sistema de atendimento obstétrico ra***ta e preconceituoso, que rotula e diferencia as mulheres que vão ou não ter atendimento. O Brasil foi condenado internacionalmente no caso da Alyne Pimentel: jovem negra e pobre do Rio de Janeiro, não conseguiu atendimento adequado após uma perda gestacional e foi deixada sangrando por 3 dias no corredor até a sua morte. A partir de então, o país se comprometeu a melhorar as políticas públicas e leis acerca da assistência ao parto. Infelizmente, o preconceito e o racismo tão presentes somente serão modificados quando todos entenderem que a cor não diferencia ninguém e que TODAS somos sujeitos de direitos no momento do parto. Ademais, precisamos falar sobre racismo e combatê-lo.