13/08/2026
Pensamentos do 11 de agosto
Nós lutamos contra as injustiças do sistema estatal, muitas vezes quase desfalecendo as próprias forças.
Mas quem será por eles?
Pelo doente que espera meses ou anos por um tratamento enquanto sua saúde se deteriora?
Pelo preso ilegalmente, privado de sua liberdade antes mesmo que a Justiça reconheça sua culpa?
Por aquele que trabalhou uma vida inteira e, quando mais precisava, ficou sem receber o salário que lhe era devido?
Por aquele de quem levaram os filhos?
Por aquele de quem tomaram a propriedade?
Por aquele contra quem mentiram, distorceram os fatos e construíram uma versão que jamais correspondeu à verdade?
Por aquele que foi perseguido por suas posições políticas?
Por aquele que vive com medo porque alguém o aterroriza?
Por aquele que sofre violência econômica, tendo seus recursos, seu trabalho e sua própria dignidade utilizados como instrumentos de controle?
Quem será por eles?
É por isso que a advocacia não pode ser apenas uma profissão.
Quando todos os outros recursos acabam, quando a pessoa já não consegue enfrentar sozinha uma estrutura muito maior do que ela, resta-lhe procurar alguém que conheça o caminho.
E nós seguimos esse caminho com eles.
Nem sempre vencemos.
Nem sempre conseguimos reparar o dano.
Nem sempre conseguimos devolver o tempo perdido, a liberdade retirada, a propriedade perdida, a família destruída ou a dignidade ferida.
Mas lutamos.
Porque, para quem já perdeu quase tudo, ter alguém disposto a lutar ao seu lado pode ser a última forma de esperança.
E enquanto houver alguém perguntando:
“Quem será por mim?”
A resposta da advocacia deve continuar sendo:
“Eu serei.”
Procure um advogado ou advogada de sua confiança!
Giovani Batista Lopes OAB PR 50.407