17/08/2026
Aos 19 anos, a gente acha que sabe de tudo. Foi exatamente nessa idade que comecei a namorar o meu marido. Sem grandes pretensões, aproveitamos intensamente a juventude.
O tempo passou. Vieram os anos, os sonhos se multiplicaram e os objetivos se alinharam.
Hoje, aos 36, digo com o coração em paz: escolher caminhar ao lado dele foi uma das decisões mais certeiras da minha vida.
Não porque nossa história seja perfeita, mas porque aceitamos nossas imperfeições. Uma família não nasce de um grande acontecimento — ela se sustenta nas pequenas escolhas de todos os dias:
Na parceria quando o cansaço aperta.
Na paciência com as fases do outro.
No respeito às individualidades.
Na vontade genuína de crescer junto.
E, principalmente, na decisão diária de continuar escolhendo um ao outro, mesmo com as transformações da vida.
Então os nossos filhos chegaram. E, com eles, um amor gigante, daqueles que reorganizam o mundo do avesso.
Olhando para tudo isso, percebo que minhas maiores conquistas não estão no currículo. Elas aconteceram dentro de casa. Foi ali que entendi o verdadeiro significado de presença, renúncia e de construir algo maior do que nós mesmos.
É por isso que a minha visão de sucesso mudou.
Quero crescer profissionalmente, bater metas e construir uma carreira da qual eu tenha orgulho. Mas faço questão de estar inteira para viver a vida real enquanto tudo isso acontece.
No fim das contas, recuso a ideia de escolher entre ser uma profissional realizada e viver uma família feliz. Eu quero — e busco todos os dias — ser as duas coisas.
E este é o meu maior recomeço: voltar a dar forma à minha carreira, com garra, mas sem nunca abrir mão daquilo que dá o verdadeiro sentido a ela. ❤️