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Uma decisão recente do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) trouxe importantes esclarecimentos sobre o uso de ma...
01/10/2026

Uma decisão recente do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) trouxe importantes esclarecimentos sobre o uso de marcas registradas em campanhas políticas.
O caso envolveu o partido belga Vlaams Belang, que utilizou elementos visuais associados à IKEA — como sinais, cores, tipografia e estética de montagem — para divulgar seu chamado “Plano IKEA”, relacionado à política de imigração.
⚖️ Mas a liberdade de expressão permite esse tipo de uso?
Segundo o TJUE, pode haver “justa causa”, mas a liberdade de expressão não autoriza automaticamente o uso da marca de terceiros.
É necessário fazer uma ponderação entre os direitos do titular da marca e a liberdade de expressão de quem utiliza o sinal.
Entre os fatores considerados estão:
• a finalidade do uso e a eventual má-fé;
• a existência de uma conexão entre a marca e a mensagem política;
• a contribuição para um debate de interesse geral;
• a necessidade do uso da marca para transmitir a mensagem;
• a intensidade e o alcance da utilização; e
• o risco de o público acreditar que a empresa apoia ou endossa a mensagem política.
💡 E aqui está um dos pontos centrais da decisão:
Quando uma marca é utilizada sem conexão substancial com a mensagem política, apenas para aproveitar sua reputação e seu poder de chamar a atenção, há poucos argumentos para reconhecer uma justa causa.
Isso é especialmente relevante quando o uso pode fazer parecer que a empresa apoia determinada posição política.
📌 A principal lição para as empresas?
A proteção de uma marca não se limita à prevenção contra cópias ou concorrentes.
Sua marca também representa reputação, identidade e posicionamento. A apropriação de seus elementos distintivos por terceiros pode associar a empresa a mensagens que ela nunca criou ou autorizou.
Por isso, acompanhar como sua marca é utilizada por terceiros também faz parte de uma estratégia eficiente de proteção da propriedade intelectual.
Sua marca já foi utilizada em uma campanha ou comunicação que você não autorizou?
💡

Uma mudança importante na proteção de marcas na Europa merece atenção de empresas que possuem ou pretendem construir um ...
24/09/2026

Uma mudança importante na proteção de marcas na Europa merece atenção de empresas que possuem ou pretendem construir um portfólio internacional de propriedade intelectual.
Pela primeira vez, o INPI da França aplicou sanções europeias ao recusar a proteção de uma marca cujo titular era uma empresa estabelecida na Rússia.
⚠️ E o mais importante: a recusa não teve relação com a marca.
Não foram analisados problemas como:
• falta de distintividade;
• caráter descritivo;
• conflito com marca anterior;
• ordem pública; ou
• outros fundamentos tradicionais do direito marcário.
A decisão baseou-se exclusivamente na situação do requerente, em razão das sanções impostas pela União Europeia à Rússia.
📌 O que isso significa na prática?
As medidas restritivas da União Europeia podem interferir diretamente nos procedimentos de aquisição e proteção de direitos de propriedade intelectual.
Em determinadas situações, requerentes ainda podem demonstrar que se enquadram em uma das exceções previstas na legislação, mas, caso não apresentem a justificativa dentro do prazo, a proteção poderá ser definitivamente recusada.
🌍 A mudança também revela uma tendência mais ampla:
A propriedade intelectual está cada vez mais conectada a questões regulatórias, econômicas e geopolíticas.
Para empresas com marcas protegidas em diferentes países, não basta acompanhar apenas o status dos pedidos e registros. É necessário também monitorar mudanças legislativas e sanções que possam afetar seus direitos.
💡 Proteger uma marca internacionalmente também significa acompanhar o ambiente regulatório em que ela está inserida.
Sua empresa possui marcas registradas em outros países? Uma mudança regulatória pode afetar seu portfólio sem que exista qualquer problema com a própria marca.
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Ter o nome da sua empresa no contrato social, no Instagram e até mesmo em um site não significa que esse nome esteja pro...
17/09/2026

Ter o nome da sua empresa no contrato social, no Instagram e até mesmo em um site não significa que esse nome esteja protegido como marca.

São direitos diferentes e cada um protege uma coisa.

👉MARCA REGISTRADA
É o registro que protege o sinal utilizado para identificar e distinguir produtos ou serviços no mercado.

Em regra, é a marca registrada que garante ao titular o direito de exclusividade dentro dos limites da legislação e das classes protegidas.

👉 NOME EMPRESARIAL
É o nome utilizado para identificar juridicamente a empresa perante os órgãos de registro empresarial.

Ele está relacionado à identificação da própria pessoa jurídica e não substitui o registro de marca.

👉 NOME DE DOMÍNIO
É o endereço utilizado na internet, como *suaempresa.com*.

Registrar um domínio garante o direito de utilização daquele endereço, mas não significa, por si só, que você tenha exclusividade sobre o nome como marca.

⚠️ E aqui está o problema:

Você pode ter uma empresa constituída, um domínio registrado e milhares de seguidores nas redes sociais e ainda assim descobrir que outra empresa possui o registro da marca.

Por isso, antes de investir em identidade visual, publicidade, site, embalagens e divulgação, é fundamental verificar a disponibilidade e a possibilidade de proteção do nome escolhido.

💡 Em propriedade intelectual, não basta usar. É preciso proteger.

A marca pode se tornar um dos principais ativos da sua empresa. E quanto mais o negócio cresce, maior pode ser o prejuízo de descobrir tarde demais que o nome não pode ser protegido ou que pertence a terceiros.

Sua empresa tem um nome. Mas ele está realmente protegido?

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Uma decisão do High Court da Inglaterra, publicada em 13 de agosto, chamou atenção no comércio eletrônico: a Shein perde...
10/09/2026

Uma decisão do High Court da Inglaterra, publicada em 13 de agosto, chamou atenção no comércio eletrônico: a Shein perdeu uma disputa contra a Temu envolvendo fotografias de produtos.

Mas o caso vai muito além da pergunta “quem copiou a foto?”.

📸 Produto e fotografia são coisas diferentes.
Uma empresa pode vender um produto semelhante ao da concorrente, mas isso não significa que possa utilizar a fotografia produzida por ela. A imagem pode ser protegida por direito autoral.

O problema é que, antes de falar em infração, existe uma pergunta fundamental:

Quem é o titular daquele direito?

No processo, houve discussões sobre fotografias produzidas por funcionários, freelancers, agências e terceiros. E isso trouxe à tona um problema comum: muitas empresas utilizam diariamente fotos, vídeos, textos e peças gráficas sem ter organizado adequadamente a titularidade desses direitos.

Outro ponto importante: a Temu não ganhou porque marketplaces podem copiar conteúdo.

O tribunal analisou até que ponto a plataforma poderia ser responsabilizada por anúncios publicados por vendedores independentes, considerando seus termos de uso, mecanismos de denúncia e conhecimento sobre as supostas infrações.

E existe uma lição ainda mais importante: agir rapidamente contra uma suposta violação de propriedade intelectual não significa agir sem verificar se o direito realmente pertence à empresa.

Se uma retirada é feita sem base jurídica suficiente, o prejuízo pode acabar se invertendo.

💡 A lição para quem vende pela internet é simples:

Antes de perguntar “como impedir que copiem?”, pergunte:

“Eu consigo provar que esse direito é meu?”

Porque estar na internet não significa que uma imagem esteja livre para uso comercial.

E, muitas vezes, a melhor proteção começa muito antes da cópia: começa no contrato. 💡

A Suprema Corte do Reino Unido trouxe importantes esclarecimentos sobre o licenciamento de patentes essenciais para padr...
03/09/2026

A Suprema Corte do Reino Unido trouxe importantes esclarecimentos sobre o licenciamento de patentes essenciais para padrões (SEPs) e o princípio FRAND — condições justas, razoáveis e não discriminatórias.

As SEPs são patentes indispensáveis para que tecnologias funcionem de acordo com padrões técnicos. No caso, a Tesla questionou as condições de licenciamento oferecidas pela Avanci, plataforma que reúne patentes essenciais de diferentes titulares.

⚖️ O que a Suprema Corte decidiu?

Por unanimidade, o tribunal confirmou que:

• tribunais ingleses podem determinar taxas FRAND globais envolvendo pools de patentes;

• as obrigações FRAND dos titulares de SEPs não desaparecem quando o licenciamento é feito por meio de um pool;

• um implementador, como a Tesla, pode recorrer ao Judiciário para questionar se a taxa oferecida é realmente FRAND;

• o Reino Unido pode ser um foro adequado para disputas de licenciamento com alcance global.

💡 Por que isso é relevante para as empresas?

A decisão reforça que a utilização de um pool pode facilitar o licenciamento de diversas patentes essenciais, mas não coloca automaticamente suas taxas fora do controle judicial.

O caso também demonstra como a propriedade intelectual se tornou cada vez mais internacional. Uma única negociação pode envolver patentes de diferentes países, múltiplos titulares, plataformas de licenciamento e valores com impacto global.

Para empresas que desenvolvem ou utilizam tecnologias padronizadas, compreender as condições de licenciamento, as obrigações FRAND e os mecanismos para contestar taxas é parte essencial de uma estratégia de propriedade intelectual.

💡

Por décadas, o formato da Stratocaster foi copiado e adaptado por diferentes fabricantes. Com o tempo, a própria Fender ...
28/08/2026

Por décadas, o formato da Stratocaster foi copiado e adaptado por diferentes fabricantes. Com o tempo, a própria Fender enfrentou dificuldades para proteger o formato como marca, diante do argumento de que ele havia se tornado tão difundido que já não funcionaria como indicador de origem.

No final de 2025, porém, a Fender obteve uma decisão favorável na Alemanha, reconhecendo proteção autoral para o formato do corpo da guitarra.

Mas há um detalhe importante: a decisão foi proferida à revelia. Ou seja, questões fundamentais como originalidade, funcionalidade e uso generalizado do design não foram plenamente debatidas.

E a história não terminou aí.

A disputa ganhou novos contornos quando a Thomann, uma das maiores varejistas de instrumentos musicais da Europa, passou a contestar a posição da Fender.

🔎 O caso traz lições importantes para qualquer empresa:

• Um produto de sucesso pode acabar se tornando um padrão de mercado.
• A proteção adequada deve ser pensada desde o início e de forma estratégica.
• Marcas, desenhos industriais e direitos autorais possuem funções e requisitos diferentes.
• Uma vitória judicial não significa necessariamente que todas as questões jurídicas estejam definitivamente resolvidas.
• A fiscalização de direitos de PI também pode gerar riscos comerciais e reputacionais.

Mais do que uma disputa sobre guitarras, o caso Fender levanta uma questão central:

Como proteger a identidade de um produto sem transformar aquilo que se tornou referência de mercado em um monopólio sobre a própria forma?

Esse é justamente um dos grandes desafios da estratégia de propriedade intelectual.

Na sua opinião: um design que se tornou um padrão da indústria ainda deve poder ser protegido?
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Em 2025, o INPI recebeu cerca de 504 mil pedidos de registro de marcas, enquanto o EUIPO, responsável pelas marcas da Un...
21/08/2026

Em 2025, o INPI recebeu cerca de 504 mil pedidos de registro de marcas, enquanto o EUIPO, responsável pelas marcas da União Europeia, contabilizou 196.886 pedidos de Marcas da União Europeia (EUTM).

Os números evidenciam o crescimento da cultura de proteção da propriedade intelectual no Brasil e reforçam a importância estratégica das marcas para empresas de todos os portes.

Mais do que um indicador estatístico, esse cenário revela uma mudança de mentalidade: empresários estão compreendendo que uma marca registrada não é apenas um ativo jurídico, mas uma vantagem competitiva capaz de gerar valor, segurança e diferenciação no mercado.

Quem protege sua marca hoje, fortalece seu negócio para o futuro.
💡 🇧🇷

Nem sempre a violação da propriedade intelectual acontece pela cópia de uma marca registrada.Em recente decisão, a Justi...
13/08/2026

Nem sempre a violação da propriedade intelectual acontece pela cópia de uma marca registrada.

Em recente decisão, a Justiça de São Paulo condenou uma empresa por reproduzir o trade dress — o conjunto de elementos visuais que torna um produto reconhecível pelo consumidor — de uma bolsa de acrílico concorrente.

A perícia constatou semelhanças relevantes entre os produtos, incluindo elementos distintivos da bolsa original. Além disso, a comercialização por um preço significativamente menor foi considerada um fator que favoreceu o desvio de clientela e caracterizou a concorrência desleal.

Como resultado, a empresa foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais, lucros cessantes e proibida de fabricar e comercializar produtos que reproduzissem o conjunto-imagem da bolsa, sob pena de multa diária.

A principal lição é clara: proteger um negócio vai muito além do registro da marca. O design, a identidade visual e o conjunto de características que diferenciam um produto também podem receber tutela jurídica quando são capazes de identificar sua origem e gerar reconhecimento no mercado.

Sua empresa está protegendo apenas a marca ou também o valor da sua identidade visual?
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Assim como o símbolo © identifica obras protegidas por direitos autorais e o ® indica marcas registradas, a reforma do s...
06/08/2026

Assim como o símbolo © identifica obras protegidas por direitos autorais e o ® indica marcas registradas, a reforma do sistema europeu de desenhos industriais criou o Ⓓ, um novo símbolo destinado a identificar produtos protegidos por desenho industrial registrado.

Mais do que um simples elemento gráfico, o Ⓓ funciona como um aviso ao mercado de que a aparência daquele produto está juridicamente protegida, reforçando a segurança jurídica e a conscientização sobre os direitos de propriedade intelectual.

A utilização do símbolo é facultativa e pode ser feita pelo titular do desenho registrado ou por terceiros autorizados.

📌 A novidade faz parte da maior reforma da legislação de desenhos industriais da União Europeia em mais de duas décadas, aproximando o sistema europeu das necessidades da economia digital e do design contemporâneo.

Você acredita que o Brasil também deveria adotar um símbolo oficial para identificar desenhos industriais registrados?

Muitas empresas acreditam que o registro de marca serve apenas para impedir cópias. Hoje, ele vai muito além disso.Na Am...
30/07/2026

Muitas empresas acreditam que o registro de marca serve apenas para impedir cópias. Hoje, ele vai muito além disso.

Na Amazon, ter uma marca registrada é o requisito para acessar o Amazon Brand Registry, programa que oferece ferramentas exclusivas para proteger, controlar e fortalecer a presença da marca no maior marketplace do mundo.

Entre as principais vantagens estão:

✅ Maior proteção contra infrações
A denúncia e a remoção de anúncios que violam direitos de propriedade intelectual tornam-se mais rápidas e eficazes.

✅ Controle sobre as páginas dos produtos
O titular da marca passa a ter prioridade para gerenciar títulos, descrições, imagens e demais informações dos produtos, reduzindo alterações feitas por terceiros.

✅ Ferramentas avançadas de proteção
Recursos como Transparency e Project Zero ajudam a combater falsificações e remover automaticamente determinados anúncios irregulares.

✅ Acesso a dados estratégicos
O programa também disponibiliza informações sobre pesquisas dos consumidores e desempenho da marca, auxiliando na tomada de decisões comerciais.

📌 O registro de marca deixou de ser apenas um instrumento jurídico. No comércio eletrônico, tornou-se uma ferramenta estratégica de gestão, proteção e valorização da marca.

Por isso, o ideal é que o pedido de registro seja feito antes mesmo do lançamento do produto no mercado, garantindo que a empresa possa usufruir de todos esses benefícios desde o início.

No ambiente digital, proteger a marca significa também controlar a forma como ela é apresentada ao consumidor. E isso pode fazer toda a diferença nas vendas.

Endereço

Fortaleza, CE

Horário de Funcionamento

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Terça-feira 09:00 - 17:00
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