13/04/2020
O momento que estamos passando está exigindo que o mercado se reinvente, mude e ressignifique os serviços. No mercado imobiliário o impacto não foi diferente e talvez seja ainda mais severo, visto que além da economia ter sido diretamente impactada, o serviço de corretagem tinha como base a confiança construída pelas relações pessoais.
Com o distanciamento social, essas conexões pessoais entre clientes e empresa f**aram difíceis e até impossíveis em alguns casos, e por um tempo elas deverão ser através dos meios digitais.
O serviço não irá acabar, mas será preciso se adaptar às mudanças de comportamento de consumo e forma como o serviço vinha sendo realizado. Certamente não será como era antes.
E agora, o que fazer? Como ressignif**ar o serviço imobiliário?
Listamos aqui 6 possíveis mudanças de comportamento, que irão ressignif**ar o serviço imobiliário, são elas:
1. Marketing Digital como principal aliado para se comunicar com o cliente:
A adesão à digitalização da imobiliária e ao marketing digital estava acontecendo aos poucos, mas ainda de forma um pouco lenta e gradativa. Muitas imobiliárias até tem um site, mas boa parte não sabe ao certo quantos clientes acessam suas informações, nem o que fazer com essas informações, muito menos como trabalhar o marketing a partir dessas informações. Não trabalham com uma análise de métricas e planejamento.
Com o distanciamento social, as imobiliárias perceberam a necessidade de se engajarem digitalmente, pois esse será o principal meio de comunicação com o seu cliente. Então, mais do que nunca se faz necessário investir em um bom site, bem como em empresas e profissionais especializados em marketing digital. É preciso criar uma jornada interativa positiva entre seu cliente e sua empresa.
2. A importância de uma boa Jornada de Serviço:
Ainda que o principal ponto de contato entre você e o seu cliente seja pelo meio digital, é preciso ‘desenhar’ a jornada de serviço, ou seja, é preciso conhecer todo o caminho que ele irá percorrer desde quando digita algo no buscador de pesquisa, quando encontrar a sua empresa, até finalizar a compra e/ou serviço.
Você precisa criar um roteiro de fácil acesso com boas experiências de usabilidade e atendimento, ainda que virtual.
É possível e interessante usar a inteligência virtual, mas cuidado para não perder a pessoalidade e a personalização do atendimento.
3. Empatia:
Não foque somente em vender!
Para isso temos os anúncios e as mídias digitais. Em um momento de crise, queremos estar perto de marcas e serviços que tenham algo a mais para oferecer, que estejam dispostas a entender as necessidades do momento, que sejam mais flexíveis e humanas.
Queremos marcas que nos tragam conteúdos de qualidade, que criem oportunidades para os momentos de crise, que trabalhem o lado institucional e social.
É preciso focar no institucional e no social, se engajar com causas sociais e mostrar ao seu cliente o que sua marca representa além dos produtos e serviços que quer vender.
4. Engajamento nas Redes sociais:
Apesar do momento pedir por distanciamento social, temos as redes sociais, o Instagram, o Facebook, o Twitter e o Linkedin que são ferramentas aliadas para nos aproximarmos no nosso público. Tem que haver engajamento. Seu público precisa saber que você está ali, ativo e junto com ele.
Essa é uma boa oportunidade de se engajar mais publicamente por meio das redes sociais, mostrar o que está fazendo, como está se reinventando, oferecendo ajuda aos seus clientes e conteúdos de qualidade.
5. Negociações flexíveis:
Com o momento econômico que estamos passando é natural que as pessoas fiquem mais receosas em fazer grandes investimentos. Por outro lado, alguns investimentos, como bolsa de valores, andam bem instáveis e investir em imóveis tem sido algo mais seguro e sólido. Então, se de um lado temos um cenário econômico instável, do outro o investimento imobiliário é um meio mais seguro de investir seu dinheiro em tempos de crise.
Pode ser uma boa oportunidade para vender imóveis. Mas, para isso as negociações terão que ser mais flexíveis, os financiamentos deverão ter um peso maior. As pessoas irão pleitear por descontos, irão querer mais condições nas negociações, bem como opções de financiamento.
6. A importância da experiência do cliente na loja física:
Ainda que as pessoas se habituem às conexões digitais e certamente irão, a imobiliária, a loja física não perderá seu valor, mas ela terá que se reinventar.
Pensa comigo, se o cliente consegue visitar o imóvel pela internet, ter todas as informações pelos meios digitais e falar com o seu corretor via chat, mensagens ou até video conferência, o que o levaria a sair de casa, enfrentar trânsito e gastar seu tempo e dinheiro indo até a imobiliára?
A resposta é simples, porém complexa de executar: a experiência do cliente!
Então, é mais ou menos assim: o que eu poderia oferecer ao meu cliente na imobiliária?
O atendimento personalizado (que vai além do cafezinho) é uma experiência que a imobiliária pode desenvolver e fornecer para apresentar determinado empreendimento de uma forma diferente.
Essa experiência pode ser algo tecnológico, sensorial, um happy hour , um coquetel, um workshop, uma degustação, um brinde diferenciado...
Enfim, uma boa experiência que justifique o seu cliente ir até você. Invista nela!
Texto: OC Group.