13/08/2026
Eu fui à ginecologista e saí de lá com uma pergunta que nenhuma mulher deveria deixar para depois: quanto do meu futuro eu já planejei de verdade?
Aos 31 anos, eu ainda não tinha colocado a fertilidade no meu planejamento. Até que minha médica me explicou sobre congelamento de óvulos, etapas, hormônios, custos e possibilidades.
E uma coisa ficou muito clara: adiar a maternidade também exige planejamento familiar.
Hoje, um ciclo de congelamento de óvulos pode custar algo em torno de R$ 15 mil a R$ 30 mil, além de medicamentos, armazenamento e, futuramente, os custos de reprodução assistida.
E é justamente aí que essa conversa deixa de ser apenas médica.
Ela também é familiar.
Se um casal decide, em conjunto, adiar os filhos para investir na carreira, construir patrimônio ou simplesmente esperar o momento que considera certo, isso envolve dinheiro, expectativas e decisões que podem repercutir no casamento.
E é aqui que eu, como advogada familiarista, sempre vou defender uma coisa: conversem antes.
O pacto antenupcial não precisa ser aquele documento que aparece apenas para escolher entre comunhão parcial ou separação de bens.
Ele pode fazer parte de um planejamento matrimonial muito mais amplo, construído de acordo com a realidade e os projetos do casal.
Amigas, o planejamento matrimonial também pode envolver patrimônio, investimentos, responsabilidades financeiras e os projetos que vocês pretendem construir juntos.
E não, isso não significa casar pensando em se separar.
Significa entrar no casamento sabendo exatamente o que vocês estão construindo — e como pretendem construir.
Romantismo não é ausência de conversa.
Maturidade é conseguir conversar sobre o futuro antes que ele vire um problema. 🍷
E você: quando pensa em pacto antenupcial, pensa apenas em patrimônio ou também em planejamento de vida?