08/05/2021
O PIX tem ganhado um uso alternativo entre os usuários nas últimas semanas, cada vez mais comum ver publicações do tipo: “Não me mande flores, me mande um PIX” ou “Aqui é ruim de conversar, anota meu PIX” nas redes sociais.
Entretanto tais brincadeiras embora inocentes podem trazer riscos aos usuários, pois para a realização de transações via PIX, o usuário deve informar sua chave para a pessoa que pretende realizar a transferência de valores e tendo em vista que nessas brincadeiras a chave é exposta de forma pública em perfis nas redes sociais isso pode ocasionar o comprometimento de dados dos usuário.
Ao iniciar um processo de transferência de valores através do PIX, o sistema exibe o nome completo do titular vinculado à chave e um fragmento do CPF, ou seja, isso pode fazer com que criminosos tenham mais facilidade de encontrar informações sobre possíveis vítimas e entrem em contato com elas posteriormente.
A chave do PIX pode ser composta por informações como CPF, e-mail ou mesmo o número de telefone do usuário, apesar de também ser possível escolher a opção de “número aleatório”.
Caso sua escolha de chave for o e-mail ou o próprio CPF, pessoas mal intencionadas já terão praticamente seu cadastro completo apenas ao ver sua publicação em uma rede social.
Segundo especialistas o ideal é escolher a opção “número aleatório” e informar a chave apenas quando realmente necessário e mesmo que as pessoas tenham escolhido a opção “número aleatório” com o intuito de protegerem seus dados pessoais, elas podem estar correndo sérios riscos de segurança ao expor publicamente esse tipo de informação em suas redes sociais.
Paulo Henrique M. De Souza
OAB/MG 202.762