15/10/2026
Caiu no golpe da falsa central. O banco tem que devolver o dinheiro?
A resposta depende das circunstâncias do caso.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já analisou situações em que a responsabilidade da instituição financeira foi afastada e outras em que falhas de segurança tiveram relevância para o reconhecimento do dever de indenizar.
O que faz a diferença?
🔎 As circunstâncias da fraude. É preciso examinar como o golpe aconteceu, quais operações foram realizadas e se houve falha na prestação do serviço bancário.
🔎 O perfil das transações. Operações atípicas, incompatíveis com o histórico do cliente ou realizadas em sequência podem ser relevantes para avaliar a atuação dos mecanismos de segurança.
🔎 A resposta do banco. Também importa verificar se a instituição adotou medidas adequadas para prevenir ou conter as operações suspeitas, conforme as circunstâncias do caso.
Isso não significa que todo golpe gere automaticamente o dever de indenizar. Mas também não significa que a responsabilidade seja sempre da vítima.
Se você passar por uma situação semelhante:
* Guarde extratos e comprovantes das transações.
* Registre protocolos de atendimento e preserve as mensagens recebidas.
* Comunique imediatamente a instituição financeira e conteste as operações.
* Registre a ocorrência e guarde os documentos relacionados à fraude.
A análise da responsabilidade depende dos fatos e das provas de cada caso.
Você sabia que as circunstâncias do golpe podem mudar a análise da responsabilidade do banco?
Salve esta publicação para consultar essas orientações.
Fernandes & Tomie Advogados — informação jurídica com responsabilidade.