29/08/2026
Depois do acidente, você voltou ao trabalho. Só que alguma coisa ficou diferente: um movimento mais limitado, uma tarefa que passou a exigir mais esforço, uma dificuldade que antes não existia.
Com os anos, é fácil incorporar essa mudança à rotina e parar de relacioná-la ao acidente.
É justamente aí que muita gente deixa de perceber uma informação importante.
Quando um acidente deixa uma sequela permanente que reduz a capacidade para o trabalho habitual, pode existir uma questão previdenciária a ser analisada, mesmo que a pessoa tenha continuado trabalhando.
É por isso que voltar ao trabalho não encerra necessariamente o assunto.
Aquela limitação com a qual você se acostumou pode ser consequência do acidente e ter repercussão no auxílio-acidente. O que aconteceu, o que permaneceu depois e como isso interfere no trabalho são pontos que precisam ser observados no caso concreto.
Hoje, quando vejo alguém que sofreu um acidente, voltou à rotina e aprendeu a conviver com uma limitação, esse é um dos primeiros pontos que merece atenção.
Relembre o que você conseguia fazer antes do acidente e o que passou a exigir mais esforço depois dele.