07/07/2026
Foram semanas de debates, assembleias, audiências, reuniões e incontáveis tentativas de diálogo. Servidores lotaram a Câmara, apresentaram propostas, buscaram interlocução e expuseram os impactos da reforma em entrevistas e manifestações públicas. Ainda assim, nada foi suficiente para alterar o rumo da votação. Ao fim do processo, prevaleceu a sensação de que todas as vozes foram ouvidas, mas poucas, de fato, foram consideradas.
A reforma foi aprovada em ritmo acelerado, apesar da intensa mobilização de uma categoria que tentou, até os últimos minutos, construir alternativas. Para os representantes dos servidores, o desfecho reforça a percepção de que a decisão já estava tomada antes mesmo do encerramento das discussões.
O debate público aconteceu, mas, na prática, não foi capaz de modificar os pontos centrais de uma proposta que mudará a vida de milhares de trabalhadores do serviço público municipal.
Uma reforma previdenciária não altera apenas artigos de uma lei; ela redefine projetos de vida. Cada regra aprovada representa um servidor que precisará trabalhar mais tempo, adiar a aposentadoria ou rever os planos construídos ao longo de décadas de dedicação ao serviço público. Por trás de cada estatística apresentada para justificar a proposta, existem histórias que não cabem em planilhas. Expressamos nossa profunda indignação diante da aprovação desse projeto covarde.