17/08/2026
Os dados são do Boletim Estatístico da Previdência Social de junho. Entre janeiro e junho, o instituto registrou 4.319.336 indeferimentos, contra aproximadamente 2,54 milhões no mesmo período do ano passado. Um crescimento de 69,8%.
No mesmo intervalo, foram 4.239.522 benefícios concedidos. Ou seja: no acumulado do semestre, o número de pedidos negados superou o de aprovados em quase 80 mil. Em junho, isoladamente, foram 938.180 negativas contra 792.531 concessões.
Outro dado que chama atenção: 2.762.767 dos pedidos negados estavam relacionados a benefícios por incapacidade, como o auxílio por incapacidade temporária e a aposentadoria por incapacidade permanente. Isso representa cerca de 64% de todas as negativas do período.
Vale um cuidado na leitura desses números. O boletim mostra a quantidade de decisões, mas não aponta a causa do aumento. Não é possível concluir, apenas pelos dados, se as negativas cresceram por rigor na análise, por aumento na quantidade de pedidos ou pela aceleração no julgamento da fila.
Entre os motivos mais comuns de indeferimento estão:
ausência de documentos, falta de comprovação do tempo de contribuição, perda da qualidade de segurado, não reconhecimento da incapacidade pela perícia e inconsistências no CNIS.
Teve o pedido negado? O primeiro passo é entender o motivo. A carta de decisão e a cópia integral do processo ficam disponíveis no Meu INSS. É nesse documento que está a informação que define o próximo passo — corrigir dados, reunir novos documentos, apresentar recurso administrativo ou avaliar a via judicial.
O Recurso Ordinário ao Conselho de Recursos da Previdência Social pode ser apresentado em até 30 dias a partir do conhecimento da decisão, pelo próprio Meu INSS.
Negativa não é palavra final. Mas o prazo corre.
Se o seu pedido foi indeferido e você não entendeu o motivo, comente aqui ou chame no direct.
Fonte: Boletim Estatístico da Previdência Social — junho/2026 (Ministério da Previdência Social).