06/07/2026
Ser advogada no Brasil, não é nada fácil. Quando você não vem de uma família de banca jurídica, em tempos de clientes especialistas via chatgpt, em tempos em que o advogado precisa ser uma central de atendimento 24 horas. O que houve? Eu adoeci e fracassei!! Sim você leu isso, fracassei.
Eu adoeci com Burnout (a síndrome de esgotamento profissional), eu adoeci ha muitos anos, e nesses muitos anos com medicação, depressão, crises de pânico, e consultas com psicóloga, consultas com psiquiatra ainda assim eu fracassei, e não dei conta!
Vocês não imaginam como é difícil admitir isso, mas ao mesmo tempo é libertador.
Eu adoeci como Marina profissional, fracassei como Marina profissional, porém não acho que tenha fracassado como mãe, esposa, irmã, filha, amiga. Difícil entender isso né?
Dediquei horas em estudos, horas em atendimentos, horas em terapias, horas tentando ser bem sucedida profissionalmente, porque afinal nesses dias eu preciso ser: advogada, marqueteira, conselheira, psicóloga, central de call center, Instagramer e achar o melhor bem bolado de todos os vídeos para tentar viralizar, e a muitos anos eu me pergunto: Para que???
Eu amo advogar, eu amo escrever minhas peças processuais sei que sou muito boa nisso, e amo estudar os temas, se eu for pensar eu ja consegui muito mais que 10 milhões de reais em tratamentos para meus clientes, mas nem sempre a justiça é justa, e nem sempre o processo tem a celeridade que a família precisa, e essa conta eu sempre levo para a minha casa.
Então meus queridos, chegou a hora de parar, ressignificar a advocacia que eu quero.
Aos meus clientes, continuarei com toda diligência merecida, não se preocupem, mas preciso recalcular a rota.
Com carinho Marina Carneiro