23/08/2026
Parte 3
Esse foi o parto em que eu estive mais consciente. Tive a impressão de que não entrei muito na “partolândia”.
No meio do trabalho de parto, eu pensava no Miguel, no trabalho, olhava o celular para acompanhar a hora. Eu vivi aquilo na pele, sem me desligar. E isso fez com que meu corpo sentisse com muito mais intensidade as dores.
Eu sentia muita dor. Tinha a impressão de que as contrações doíam muito mais do que as dos meus dois últimos partos. Vocalizava, andava pelo quarto, apertava muito forte um pente que levei pra “amenizar” a dor.
Mas estava ali. Vivendo o processo.
Aproximadamente às 6h da manhã, eu já estava com 8 cm de dilatação e com uma dor quase insuportável. Batia com a mão fechada na cama do quarto e pedia socorro pra Deus na minha cabeça.
Pouco tempo depois, chegamos a 9 cm e eu implorei por uma analgesia. Já estava no meu limite.
T
Subimos para o centro cirúrgico, fizemos a analgesia e tive um tempo para respirar. Me maquiei, tentei relaxar um pouco. André foi tentar dormir um pouquinho.
Uma hora depois, as dores voltaram com muita intensidade. Pedi mais um pouquinho de analgesia, mas, não sabemos o porquê, não pegou. Não tive alívio da dor.
E lá fomos para o expulsivo. Uma hora de muita força.
O André, a Dra. Dani e a Vívian me auxiliavam a fazer a força “certa”. Eu sentia muita dor, mas sabia que estava perto.
Às 11h, Sara nasceu. Ao som de “Filho Meu”, música que canto frequentemente para o meu menino Miguel. Sua irmã estreou na vida ao som da nossa música favorita.
Te amamos, nossa florzinha. ❤️